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  1. 13/04/2008

    Craques de Abril







    O aniversário de 30 anos, do lateral mineiro Ruy Bueno Neto, recém chegado aos Aflitos, nesta sexta-feira, dia 11 de abril, chamou a atenção para um fato. Uma coincidência que ronda o clube da Conselheiro Rosa e Silva: os craques de abril.

    Ultimamente, os grandes destaques alvirrubros são aniversariantes do quarto mês do ano. O maior exemplo disto é o atleta Silvio Luiz Borba, o Kuki. Nascido no 30º dia do corrente mês se tornou ídolo no clube e vem acumulando gols que o tem alçado na 3ª colocação dentre os maiores goleadores da história timbu.

    Outro gaúcho completa anos em abril. Felipe Reinaldo da Silva comemora 30 anos no próximo dia 17. Assim como o volante carioca Radamés, que fará 22 anos, no mesmo dia. Já outro volante, o baiano Paulo Almeida dos Santos fará 27 anos, no dia 20. No atual elenco, ainda temos o volante paulista Rafael, nascido no dia 09.

    Artur Pereira Neto, o Netinho, fez sucesso por aqui. E fará 24 anos no dia 27 próximo. Segue sendo sucesso no Atlético-PR (com um pé na final do paranaense, após a vitória sobre o Toledo, na Arena), cobrando todas as faltas (com perigo) do furacão. Seja alçando na área, seja em escanteios, seja em cobranças direta ao gol.

    O timbu (que fez aniversário também este mês) e os craques de Abril querem comemorar, não apenas o aniversário de cada um este mês, mas, também, mais 03 vitórias (sobre Central, Salgueiro e Sport) e, quem sabe, mais outras 02 sobre o mesmo Sport, na final do estadual. Ai sim, teremos festa!

  2. 10/04/2008

    Acabou?


    Não. Afinal de contas, o Salgueiro pode empatar com Sport, em Caruaru. por que não?

    Tudo bem. Concordo que tal situação é improvável, mas não impossivel. Improvável porque eles terão 90 minutos de jogo contra este Salgueiro, num campo em condições de jogo e não apenas 36 (que terminaram sendo 41).

    Eles não terão que jogar 54 minutos num gramado sem a bola possa rolar. Nem mesmo 1 minuto sequer. Bem diferente do que ocorreu com o Náutico.

    Improvável também porque eles jogarão completo. 11 contra 11. E com todos os seus titulares. Não terão que começar o jogo sem seu principal jogador (e artilheiro). O articulador das jogadas. Não terão que começar um jogo com um homem a menos. E nem mesmo tendo que queimar 2 substituições logo de cara, por contusão, como fizemos com Alex Sandro e Serginho, que saíram por lesões.

    Poderão jogar pelas laterais, enquanto nos tivemos que improvisar e ficamos sem cruzamentos na área para Wellington.

    Jogarão contra um Salgueiro que dificilmente terá a mesma vontade que teve nos 36 minutos do jogo desta quarta-feira. Uma vontade de saltar os olhos. Dividiram todas as bolas, em qualquer parte do campo. Ganharam tempo. Tiraram as bolas de dentro do gol. Enfim, parecia o jogo da vida deles. E conseguiram segurar o Náutico. Até porque não foi em 90 minutos, mas tão somente em 36.

    Não entrarão em campo tão ansiosos para fazer o gol. Jogando contra o tempo, pois terão 90 minutos para tentar, com um intervalo no meio.

    Não se pode acusar os jogadores alvirrubros de falta de vontade. Tiveram muita. E muita garra. Determinação e correria. Mas faltou um pouco de calma. De experiência. Coletividade. E de pontaria.

    A equipe timbu correu para cima do Salgueiro, mesmo com 1 homem a menos. Nem parecia que estava em inferioridade numérica. Os atletas correram por 2. Suaram a camisa. E brigaram por cada espaço – mostrando muita vontade e garra.

    Marcelinho até apareceu para o jogo e criou alguma coisa, chamando a responsabilidade de fazer a função de Geraldo. Mas, inexperiente chutou algumas bolas de longe, quando poderia ter tocado a pelota para companheiros melhores colocados. Era vontade demais. E isto causa ansiedade. Por conseqüência, as conclusões não foram precisas.

    Sem Serginho, contundido, tivemos que improvisar logo no primeiro minuto dos 36 que seriam disputados. E não criamos jogadas pelas alas. Tentamos pelo meio e pouco se levantou a bola da linha de fundo para Wellington, na área. A não ser nos escanteios.


    Até tivemos chance de marcar. Mas perdemos gols que normalmente não perderíamos, justamente pelo ingrediente diferenciado que este jogo teve. A derrota construída em um campo onde não haveria como jogar bola prevaleceu num gramado onde só se podia jogar pouco mais de meia hora e em condições de jogo construída sob a lama da partida anterior.

    É muito diferente enfrentar uma equipe por 54 minutos num campo sem a menor condição de jogo (que deveria nem ter ocorrido, ou, no mínimo não ter sido recomeçado o segundo tempo, para não se fazer a injustiça que agora se opera) e depois por 36 num gramado bom, mas com todas as adversidades já narradas. E outra coisa é enfrentar esta mesma equipe por 90 minutos no gramado favorável, sem ter o desgaste de uma viagem longa e podendo contar com sua torcida (até nisto há um diferencial, pois enquanto um jogo foi no meio de semana, no interior, dificultando a ida do nosso torcedor, o outro será num domingo).

    Contudo, basta torcer pelo Náutico e contra o Sport. E isto vou continuar a fazer. É até uma coisa natural. Do dia a dia. Afinal sou alvirrubro, meu amigo. E não desisto NUNCA.

  3. 07/04/2008

    Dinamite!




    A musica “Dinamite” do grupo alemão Scorpions bem que poderia ser o tema do jogo entre Náutico x Ypiranga, neste domingo – véspera do 107º aniversário alvirrubro. O Náutico detonou a equipe de Santa Cruz do Capibaribe. Sem dó ou piedade.

    6 x 1 foi pouco, para falar a verdade. A bola na trave de Laborde. O gol anulado de Wellington (que seria o quarto dele no jogo). A defesa fantástica, do goleiro da equipe do interior, numa cobrança de falta no ângulo, de Marcelinho. A cobrança de falta, magnificamente ensaiada, com Radamés levantando a bola para Marcelinho meter para Geraldo emendar, de primeira. Enfim.

    O time alvirrubro joga por música.E daquelas músicas com ritmo frenético. Acelerado. Os adversários são envolvidos e não conseguem evitar os gols da equipe timbu.

    Se diziam que Geraldo era o “artilheiro dos pênaltis”, ele permanece na artilharia, com 13 gols e nos últimos 03 jogos marcou 03 gols, com a bola rolando. Seu entrosamento com Marcelinho, no meio campo timbu dá gosto de ver.

    E o garoto Wellington? Este é a maior revelação dos últimos tempos, no campeonato pernambucano. Arrasador! O tanque já é o vice-artilheiro do certame, provando que o ataque alvirrubro é fantástico, com 2 jogadores na “briga” pela artilharia do estadual.

    Ainda deu tempo para Kuki fazer um gol (o sexto), que o deixa muito próximo de se tornar o segundo maior artilheiro da história alvirrubra.

    O Náutico vem muito bem. Jogando com qualidade e fazendo gols. Será que ainda dá para ser campeão estadual?

    Bom, para isto, no mínimo temos que empatar o jogo contra o Salgueiro. Com isto iremos a 13 pontos. E assim, teremos que vencer o Central, em Caruaru e o mesmo Salgueiro nos Aflitos, para chegarmos com 19 pontos, no último jogo. Quanto mais gol fizermos, melhor, pois poderá ser o fator decisivo. Chegando com um saldo de gol superior ao Sport, no jogo da ilha, basta vencer os rubros negros por 1 x 0 – o que não é impossível, diante do futebol que um e outro vem apresentando.

    Porém se não quisermos depender do saldo de gols, temos que virar o jogo contra o Salgueiro, nos 36 minutos que restam. O grande problema é que não é este time que estará em campo. Geraldo não estava jogando. Marcelinho estava no banco. Não será fácil, pois o Náutico “dinamite” estará completamente diferente. E teremos menos tempo para fazer 2 gols.

    Mas se levarmos em conta que o timbu fez gols em menos de 15 minutos, contra o Juventus, Serrano e o próprio Ypiranga (no segundo tempo), dá para acreditar, sim, que podemos virar o jogo em Salgueiro.

    Afinal, o time alvirrubro está dinamitando os adversários!

  4. 05/04/2008



    Não era um dia ensolarado no Recife. Na verdade a chuva caia torrencialmente naquele mês de maio de 1897, quando um grupo de rapazes que tinham em comum o amor pelo remo, se reuniu na antiga “Lingüeta” e decidiram alugar embarcações para navegar pelos rios que cortam o Recife.

    Um deles, o Sr. João Victor da Cruz Alfarra, sugeriu que se criasse uma associação. E com o sucesso da regata disputada em 21 de novembro de 1897, os rapazes criaram o Clube dos PIMPÕES.

    E várias regatas foram disputadas entre os freqüentadores da antiga Lingüeta e o recém criado, Clube dos Pimpões. No ano seguinte, foi proposto também pelo Sr. João Alfarra, a união das entidades, numa terceira sociedade, que se chamaria CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE.

    Aceita a idéia, foi criada uma diretoria, que formou-se por João Victor da Cruz Alfarra, Alfredo de Araújo Santos, Piragibe Haghssé, A. Omundsen, Hermannn Ledebour, entre outros.De imediato, se comprou 2 novos barcos, que foram batizados de AUDAZ e CAPIBARIBE.

    Pouco depois, em 1899, o nome mudou para Recreio Fluvial. Entretanto, o nome não agradou a todos e voltou a ser chamado de Clube Náutico Capibaribe, no começo de 1901.E, justamente numa tarde de chuvas, no dia 07 de abril de 1901, João Alfarra chamou seus companheiros de remo e lavrou a primeira ata do clube.

    Foi no primeiro andar, numero 1, do cais da Companhia Pernambucana que foi fundado o Clube Náutico Capibaribe, naquele dia 7 de abril de 1901. O clube já nasceu encarnado e branco, como dito em sua ata de constituição, lavrada no supra mencionado dia.

    Mas apenas em 25/07/1909 é que o Náutico fez a primeira partida de futebol oficial. Justamente contra o Sport. E tivemos a nossa primeira vitória frente aos nossos rivais: 3 x 1.

    Só em 1934 é que o clube alvirrubro conquistou seu primeiro titulo de futebol, no Estado. E, de lá para cá, foram mais 21, a saber: 1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002 e 2004. O mais importante deles, sem dúvida alguma, o HEXA de 1963 a 1968. Mas o título do centenário, em 2001 também é inédito e, assim como o do Hexa, inalcançável pelos rivais. Um verdadeiro Luxo.

    Destaques foram muitos ao longo dos 107 anos. Mas podemos citar o treinador Cabelli. Os irmãos Carvalheira. Tara. Ivson. Ivanildo, da época amadora. E do hexa, os monstros sagrados, como Lula, Nado, Bita, Lala, Ivan, Salomão, China, Nino, Ladeira, Ramos. Do time estupendo de 1974, como Jorge Mendoça, Beliato, Vasconcelos, Dedeu, Sidclay, Neneca, Paraguaio, Drailton. Ou mesmo um Baiano. Denô, Ademir Lobo ou Lourival. Bizu, Sangalleti e Kuki.

    O Náutico foi vice-campeão da Taça Brasil, em 1967. Eliminou o Santos de Pelé na competição nacional, de 1966. E perdeu a final de 67 para o Palmeiras de Ademir da Guia.

    Disputou a Taça Libertadores, em 1968.

    Participou da maioria dos campeonatos brasileiros, na primeira divisão, retornando - após um longo período – em 2006, e permanecendo na elite, em 2007.

    Este é um pequeno resumo de uma trajetória de glórias. De um clube centenário. De tradição. De muita luta e paz. Do CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE. Ennnnneeeeeeeeeeeeeeee!!

  5. 04/04/2008

    Descubra do que eles são capazes

    A chamada de um seriado, na TV por assinatura, pode ser aplicada a esta equipe do Náutico. O seriado “Heroes” é um sucesso universal, enquanto a equipe alvirrubra vem fazendo sucesso no cenário nacional.

    Os personagens do enlatado americano têm poderes específicos, que aos poucos vão sendo descobertos e controlados. No Náutico, a torcida vai descobrindo, também, a cada jogo, as qualidades de seus atletas.

    A começar pelo zagueiro Vagner, de 24 anos. Mineiro de Betim, Rafael Vagner Dias Silva jogou no Atlético-MG, Coritiba e Botafogo, antes de chegar no Náutico (e estrear com o pé direito, contra o Figueirense), em 2007. Este é uma unanimidade entre os torcedores alvirrubros. Zagueiro que tem um fôlego impressionante, chega junto e tira o perigo da área timbu, sem se importar de que forma. Foi fundamental no jogo contra o Corinthians, nos Aflitos, pela serie A, em 2007. Com uma excelente impulsão, foi tentar o gol de cabeça e sofreu o pênalti que foi convertido por Geraldo, naquela ocasião. Vagner tem tido um bom entrosamento com Everaldo e se constituiu no ano passado na dupla de área menos vazada – o que vem se repetindo, em 2008.

    Já o volante curitibano Ticão ou Carlos Augusto Bertoldi, de 23 anos, tem agradado a torcida pela sua garra e determinação. Não perde a viagem e sempre rouba a bola do adversário. Com passagens pelo Atlético-PR e Sport, o atleta chegou aos Aflitos este ano e estreou contra o Centro Limoeirense, em Limoeiro, quando foi expulso injustamente. Ticão não fica a dever em nada, aos seus antecessores, na função e tem sido outra unanimidade entre a torcida alvirrubra.

    O segundo volante tem complementado muito bem o setor. Radamés Martins, carioca, de 21 anos (fará 22 no próximo dia 17 de abril), começou no Fluminense e passou pelo Juventude, antes de vir para o Náutico, em 2007. Estreou na Vila Belmiro, contra o Santos (na sensacional vitória em cima da equipe de Luxemburgo). Radamés tem feito boas partidas e saido com a bola, ajudando a criação no meio de campo – inclusive cobrando faltas. Fez um gol contra o Serrano, no ultimo domingo e 02 de pênalti, contra o Ypiranga, em Santa Cruz do Capibaribe, mostrando que tem qualidade também no apoio ao ataque.

    O pequeno Marcelinho, que veio do Atlético-PR tem sido um verdadeiro gigante em campo. Responsável pelas cobranças de escanteios e distribuição de jogo, ao lado de Geraldo, tem sido o companheiro ideal do artilheiro timbu. Peça fundamental no esquema de Roberto Fernandes, tanto pela mobilidade, quanto pela qualidade.

    Geraldo Moreira da Silva Junior surpreende pela artilharia, em 2008. E não venham com esta estória de artilheiro de pênaltis, pois, como se pode ver, nos 02 últimos jogos, o camisa 10 alvirrubros marcou contra o Juventus e Serrano, em bolas rolando. Aliás, dois belos gols. O carioca de Caxias é experiente (tem 34 anos) com passagens pelo Olaria, Itaperuna, Vasco-SE, Confiança, Sergipe, Boa Vista (Portugal), Vitória de Guimarães (Portugal), Atlético-PR, Sport, Bahia, Al-Sahab (Emirados) e Coritiba. Estreou no Náutico, em 2007, pelo campeonato brasileiro e deu qualidade ao meio de campo, fazendo com que o futebol de goleador de Acosta aparecesse, a partir de então. Este ano, o goleador é ele próprio. E, também é uma unanimidade entre os torcedores.

    Por fim, o jovem Wellington, de apenas 19 anos é a maior revelação do futebol pernambucano em 2008. Gaúcho, vem das divisões de base colorada. Apresentou-se ao timbu com o estadual já em andamento, por indicação de Marcelo Sangalleti ao presidente Maurício Cardoso (que estava em Porto Alegre, na época). Goleador nato, o garoto tem uma boa estatura e físico e é uma ótima opção na área adversária. Com uma média de quase 1 gol por jogo, vem chegando, aos poucos, na artilharia do certame. E, de quebra, vem fazendo gols importantes, como o que fez contra o Juventus, pela Copa do Brasil.

    É assim, aos poucos, a torcida alvirrubra vai confiando nos seus heróis. Conhecendo os “poderes” de cada um e descobrindo do que eles são capazes.

  6. 03/04/2008

    Hallowen alvirrubro!

    “Doce ou travessura”. Este é o lema da famosa festa, do “dia das bruxas”, que se tornou famosa pela tradição norte americana. E qual o melhor doce? Chocolate! Então, nada melhor que um chocolate do Náutico, no “moleque travesso” (mesmo que seja um "chocolate diet").

    Roberto Fernandes colocou em campo o que tem de melhor. O mesmo time que iniciou o jogo contra o Serrano, com Eduardo, Serginho, Vagner, Everaldo, Alessandro, Ticão, Radamés, Marcelinho, Geraldo, Felipe e Wellington.

    Quis o destino que o ala direita sofresse uma contusão e Ruy pudesse entrar em campo, logo no começo do jogo. Mas, antes disso, o timbu já tinha chegado ao empate (sim, pois o Juventus entrou em campo com 2 x 0 do jogo anterior).

    E a equipe alvirrubra entrou a mil desde o apito inicial. Partiu para cima, dando sufoco no adversário. E o gol não demorou. Geraldo (o artilheiro do time no ano) abriu o placar, com um golaço, puxando a bola para o meio e chutando no outro lado.

    Seis minutos depois, numa cobrança de escanteio ensaiada, Marcelinho tocou para Geraldo e recebeu de volta, chutando para o gol. O arqueiro visitante não acreditou e viu a bola estufar as redes. 2 x 0, com 12 minutos e o Juventus viu a vantagem conquistada em São Paulo escapar-lhe das mãos.

    E tome sufoco do timbu! Um verdadeiro bombardeio. Bola na trave e defesas do goleiro do time paulista, mas nada do terceiro gol. Muita pancada – sem punição e revolta por parte da torcida alvirrubra. Quando o Náutico partia num contra ataque perigoso, nos acréscimos do primeiro tempo, o juiz acabou o jogo, revoltando, ainda mais a torcida.

    Sem problemas. O Náutico voltou com o mesmo ímpeto e determinação de se classificar sem precisar de pênaltis. Continuou sufocando o Juventus e Felipe (que não estava numa noite feliz) foi substituído por Laborde.

    O colombiano incendiou o jogo. Sofreu pênalti. Viu o companheiro sofrer outro penalti, no lance seguinte. Criou boas jogadas. Viu a bola explodir no travessão, num chute de Everaldo. Viu Ruy ficar quase em cima da linha do gol e o zagueiro tirar na hora “H”. E o gol não saia.

    Warley já estava na beira do gramado. Roberto Fernandes pedia ao juiz que o deixasse entrar, antes da cobrança do escanteio. O árbitro não viu e mandou que o atleta alvirrubro desse prosseguimento a jogada.

    Wellington – o tanque, não teve dúvidas e meteu a cabeça para desviar a cobrança do esquinado, para marcar o terceiro e decisivo tento. O gol que classificaria o Náutico para a próxima fase da Copa do Brasil.

    A torcida enlouquecida foi a loucura! Os jogadores também. O “tanque” correu para o alambrado, escalando-o, sem a menor cerimônia. E quase todo o elenco (inclusive os reservas que aqueciam com Guilherme Ferreira, atrás do gol, da Rua da Angustura) subiu nas costas sem camisa do atacante-fenômeno alvirrubro. O jovem gaúcho balançava o manto listrado, em delírio, puro e simples, com um sorriso contagiante.

    A arquibancada tremia de felicidade. E a torcida pedia que o juizão não desse o merecido cartão amarelo para o goleador – por ele ter tirado a camisa, na comemoração. “Deixa o moleque, seu juiz! É só uma travessura, de guri!”, tentei convence-lo, sabendo que não seria ouvido.

    Warley voltou ao banco. Entrou Paulo Almeida e o Náutico segurou a vantagem, pelos 50 intermináveis minutos dados como acréscimos, pelo árbitro de Tocantins. Menos mal que tínhamos jogadores experientes em campo. E valentes.

    Valentes como Everaldo, Ticão, Radamés e Vagner que tiravam a bola para o lado que o nariz estivesse apontando. Bola pro mato, que o jogo é da Copa do Brasil!!! E experientes como Alessandro e Geraldo que dominavam a bola, nos contra ataques e iam até a bandeirinha de escanteio, até ter a pelota chutada pelo adversário em direção a linha de fundo.

    Ainda tivemos a juventude e o fôlego de Laborde e Wellington para puxar os contra ataques, nos minutos finais. E Eduardo fazendo uma grande defesa, já nos acréscimos.

    Um grupo de verdadeiros guerreiros alvirrubros que, numa noite de bruxas, onde a bola teimava em não entrar, após o segundo gol, preferiu dar a torcida, o doce sabor da classificação, vencendo o moleque travesso, por 3 x 0, no caldeirão.

    O timbu classificou-se com méritos. Podia ter sido mais elástico o placar. Mas quis o destino que fosse por 3 x 0. Apenas o suficiente para passar para as oitavas de final, no torneio. Possivelmente contra o Galo (que empatou em Manaus, com o Nacional e só precisa de um empate sem gols, em BH).

    Venha quem vier, o Náutico já demonstrou que tem condições de chegar mais longe. E esta é a nossa intenção. “Doce ou travessura”? Chocolate e classificação!


  7. 02/04/2008

    50 vezes RF






    Este jogo contra o Juventus marcará 50 jogos do timbu, com Roberto Fernandes à frente do comando técnico.

    Com a saída de Paulo César Gusmão, após uma serie de resultados negativos – inclusive uma goleada, sofrida, na ilha do Retiro, o cargo ficou vago por poucos dias. Logo, o nome de Roberto Fernandes foi lembrado pela direção alvirrubra, que o convidou para exercer a função.

    Nem a camisa foi preciso colocar, pois ela já estava vestida pelo torcedor Beto Fernandes. Inclusive, antes mesmo de sua chegada aos Aflitos, alguns jogos antes da fatídica partida contra o Sport (mais precisamente contra o Vasco, no Eládio de Barros Carvalho) assisti um jogo ao lado daquele que seria o próximo treinador do Náutico.

    Naquela época, ele era campeão do Distrito Federal e tinha deixado o Brasiliense nas semifinais da Copa do Brasil, fazendo uma excelente campanha, na serie B, com a equipe candanga.

    Assim que assumiu, viajou para Curitiba, onde o time já se encontrava, para enfrentar o Atlético-PR.

    A arena não estava tão cheia, por causa do frio, e pela campanha irregular do furacão paranaense. O Náutico com camisas longas, brancas e calções e meiões vermelhos, entrou em campo com Fabiano, Onildo, Alysson, Toninho, Sidny, Hamilton, Daniel Paulista, Elicarlos, Vagner Rosa, Daniel Sobralense e Kuki.

    O Náutico, com 03 zagueiros e 03 voltantes (e apenas 1 atacante) jogava bem. E o gol alvirrubro surgiu numa cobrança de falta, dentro da área rubro negra (quando o goleiro Guilherme pegou uma bola recuada por sua defesa). Kuki cobrou e a bola ficou sendo rebatida até ser colocada para as redes pelo próprio atleticano Michel, aos 24 minutos do primeiro tempo.

    O time merecia a vitória. Mas o Atlético voltou bem (com Pedro Oldoni no lugar de Cristian). E coube ao jovem atacante empatar logo aos 7 da etapa complementar. O resultado de 1 x 1 foi comemorado pela torcida alvirrubra – mesmo quando a vitória seria um resultado mais justo – por conta dos resultados anteriores, quando nunca tínhamos arrancado um ponto fora de casa.

    Naquele jogo, ainda participaram Rodolpho (que entrou no lugar de Fabiano, que machucou o rosto, num choque com um jogador do próprio Náutico), Julio Cesar (que estreou muito bem, no lugar de Vagner Rosa) e Felipe (no lugar de Daniel Sobralense). Alex Mineiro (do Atlético) foi expulso, aos 28 do 2º tempo. E Netinho não jogou pela equipe atleticana.

    De lá para cá, o Náutico jogou sob o comando de Roberto Fernandes em mais 30 partidas pelo brasileiro de 2007, com 13 vitórias, 5 empates e 12 derrotas. 56 gols a favor e 44 sofridos. Vitórias inesquecíveis como 3 x 0 sobre o Corinthians, em São Paulo e 1 x 0 nos Aflitos. 2 x 1 no Santos de Luxemburgo, em plena Vila Belmiro. 3x 0 no Goiás, no Serra Dourada. 4 x 2 no Paraná, em Curitiba. 5 x 1 no América-RN, em Natal. E as goleadas, nos Aflitos, contra o Atlético-PR (5 x 0), Juventude (4 x 1) e Botafogo (4 x 1) e a vitória do imperador contra o Sport (2 x 0).

    Este ano, foram 19 partidas.

    2 pela Copa do Brasil. 7 x 1 no Atlético-RR, no Amazonas e 0 x 2 em São Paulo, contra o Juventus. E 17 pelo estadual. Com 12 vitórias, 1 empate e 4 derrotas. 41 gols a favor e 16 sofridos.

    Ao todo foram 49 jogos. 26 vitórias, 6 empates (apenas) e 17 derrotas. 104 gols (2,12 gols de média por jogo) marcados e 62 sofridos (1,2 de média).

    Que venha o jogo 50! E que se comemore a 27ª vitória. Preferencialmente com mais de 3 gols. Como torcedor, estarei incentivando para que o numero 50 faça parte da partida: 5 x 0!

  8. 30/03/2008

    De volta para o futuro

    Voltamos ao campeonato! Voltamos a sonhar com o título! Só dependemos de nossas próprias forças! Sim. Depois de ficarmos 6 pontos atrás do Sport, dependendo de terceiros, para voltar a briga, estamos dependendo tão somente de nossas vitórias, para levantarmos o turno.

    Isto porque o Sport perdeu 5 dos 6 pontos que disputou.

    Só pode chegar a 22 pontos (excluído o clássico, na ultima rodada). Enquanto isto, podemos chegar a 21 pontos (também sem contarmos com os 03 pontos do clássico). Vencendo os jogos contra Ypiranga e Salgueiro, nos Aflitos e Central, em Caruaru, somaremos 18 pontos. Se virarmos o jogo contra o Carcará, nos 36 minutos que faltam, no sertão, passaremos para 21 pontos.

    Vamos para ilha, necessitando da vitória, é verdade. Mas, basta ganhar que seremos campeões do turno. E mais. Teremos, com esta vitória, 2 pontos a mais, no turno, que o Sport e empataremos, na soma geral, com 52 pontos. Todavia, terminaremos à frente dos rubros negros, em número de vitórias (17 x 16). E, com isto, decidiremos nos Aflitos, a final do campeonato.

    Por outro lado, mesmo com um empate, na partida que não terminou, em Salgueiro, podemos ganhar o turno, com mais 4 vitórias (inclusive no clássico). Apenas a decisão do campeonato dependeria do saldo de gols. Por enquanto, o time da ilha leva vantagem (saldo de 29 contra 25 gols).

    O que importa é que, dependemos tão somente de nossas próprias forças. E força não falta. Com a volta de Geraldo, ao lado de Marcelinho, temos criatividade no meio de campo. E com Serginho e Alessandro com muita vontade e velocidade, passamos a ter a opção das alas. Everaldo e Vagner se completam e tem bom entrosamento. Já Ticão e Radamés também mostram um ótimo desempenho lado a lado – que se mantém com a opção de Paulo Almeida. Para terminar, Felipe e o “tanque” Wellington dão opção de gols, com Warley, Laborde e Kuki sendo um leque de ofensividade para o ataque timbu.

    É a base alvirrubra. Uma boa base. Um grupo que pode sim ser campeão pernambucano. Afinal de contas, estão dando sopa para o azar e não se pode dar chance para uma equipe de qualidade como o Náutico. Se derem chances, chegaremos.

    Como chegamos diante do Serrano. O mesmo jumento que ganhou do Sport, na última quarta-feira, perdeu por 5 x 1, nos Aflitos, neste domingo. Com menos de 1 minuto, Wellington fazia o primeiro gol – de cabeça, num cruzamento de Felipe. Radamés marcou o segundo, quando Felipe escorou de cabeça. O tanque marcou mais um (o oitavo gol na competição). Com 3 x 0, fomos para o intervalo.

    Faltava o gol do artilheiro Geraldo. E ele veio, logo aos 6 minutos. Ele driblou o zagueiro e tocou no contra-pé do goleiro sertanejo. Um golaço! E o camisa 10 saiu correndo em direção à torcida, batendo no braço. Mostrando o sangue vermelho (e branco) que corre nas suas veias. Era o 12º gol do artilheiro da competição.

    Felipe fecharia a goleada, aos 10 minutos, quando completou um passe de Geraldo, e tocou no canto do camisa 1 do Jumento. Nem mesmo o gol do Serrano tirou o animo. E a torcida pediu Laborde. Como Roberto Fernandes já tinha colocado Marcio Santos (no lugar de Alessandro – que foi bem) e pequeno Igor (estreando no lugar de Geraldo), atendeu o pedido da galera e pos o colombiano no lugar de Felipe.

    O time caiu um pouco. Não rendeu o mesmo. E não fez mais gols. Poderia ter ampliado, com o próprio Laborde, que ganhou na velocidade mas o último toque foi mais forte que ele desejaria e ficou nas mãos do goleiro.

    Ficou claro que o Náutico é muito forte. E que pode ganhar os seus 5 jogos restantes, inclusive os 36 minutos contra o Salgueiro. Fazendo isto, não interessa mais quanto será os jogos dos adversários, pois chegaremos na frente deles.

    E, ganhando o turno, o título ficará muito mais perto.

    Estamos sim, de volta ao futuro. De volta ao campeonato.....

  9. 28/03/2008

    Serie Conquistas
    I – Do descrédito à conquista: 2004


    foto futurapress/revista placar

    O Náutico já havia conquistado 02 títulos no século XXI. Tinha perdido apenas o de 2003 e era o maior vencedor no estado, neste novo centenário. Levantar o campeonato de 2004 significava mais que um troféu. Significava a hegemonia regional.

    Contudo, a competição não começou nada bem. Um empate em casa, contra o Petrolina (2 x 2) e uma derrota para o Porto (1 x 2) em Caruaru, já colocava em cheque o técnico Zé Teodoro. A equipe era até interessante, no começo do torneio. Nilson, Rafael, Lima, Batata, Vital, Luciano, Leomar, Claudinho, Gil Baiano, Jorge Henrique e Kuki. Era a base do time que seria campeão e que faria uma boa campanha na segunda divisão daquele mesmo ano.

    Mesmo assim, o Náutico perderia, em casa para o Sport (1 x 2) e ainda empataria com o fraco Itacuruba (1 x 1). Mas foi com a entrada do jovem Marco Antônio, no último jogo do primeiro turno, em Ipojuca, contra o Recife (vitória por 3 x 1), que o time começou a ter uma outra cara.

    No segundo turno, foram seis partidas invictas. Uma delas, contra o Sport, na ilha, quando vencemos por 3 x 1, devolvendo a derrota do primeiro turno. Antes, empatamos, nos Aflitos, com o Santa Cruz (2 x 2).

    O time já era outro, com Nilson, Carlos Alberto, Lima, Batata, Vital, Chicão, Leomar, Marco Antonio, Gil Baiano, Jorge Henrique e Kuki. Marquinhos também vinha atuando no time. Ora como atacante, ora como lateral.

    E foi assim que vencemos o Sport na ilha, no dia 28/03/04, com gols de Gil Baiano, Batata e Kuki. O título do segundo turno parecia que estava nas mãos. Mas um tropeço, em casa, para o Central, deixou em dúvida a torcida alvirrubra. Será que chegaríamos? Teríamos força, diante de tropeços (principalmente nos Aflitos) contra times de menos tradição, como Itacuruba, Porto, Central, Petrolina?

    Sim, tínhamos força!

    E depois de vencer o Itacuruba, no sertão, por 3 x 0, fomos decidir, no Eládio de Barros Carvalho, o turno, contra o Recife. E uma goleada selou o passaporte para a final, contra o Santa Cruz (vencedor do primeiro turno).

    Dizia meu sábio pai que um time que conquista o segundo turno tem mais chances que aquele que venceu o primeiro. Afinal de contas, o momento é melhor vivido por aquele que por este. De fato, tem muita lógica isto.

    Mas, mesmo assim, perdemos o primeiro jogo, nos Aflitos. Por 1 x 0. Gol de Iranildo, numa partida onde o craque do time, o meia Gil Baiano foi expulso ao se desentender com o jogador tricolor, logo no começo do jogo.

    O Santa, que jogava pela vantagem, teria que perder por 2 gols de diferença, no arruda, para ver o título lhe escapar. Só um milagre parecia tirar a festa dos donos do estádio José do Rego Maciel.

    E este milagre começou a se esboçar logo nos primeiros minutos, Batata abriu o placar. Logo depois, Marco Antonio tabelou com a bandeirinha de escanteio e cruzou para Jorge Henrique chegar ao gol que dava o titulo ao timbu.

    E Kuki selaria a conquista alvirrubra, com o terceiro gol. O Náutico precisava de 2 gols e fez 3 x 0. Era o melhor time do campeonato e comemorou, mais uma vez (como em 2001 e 2002) no Arruda.

    Um time que começou muito mal. Perdeu jogos para equipes do interior. Perdeu até quando não podia (como foi o caso do jogo contra o Central, nos Aflitos). Não venceu os clássicos, no Eládio de Barros Carvalho, perdendo para o Sport, dentro de seu caldeirão.

    Mas que, com o passar do tempo, ganhou o direito de ir para a final, na última rodada do segundo turno. E ainda, se viu diante de uma adversidade ainda maior, ao aumentar a vantagem do Santa Cruz, nos dois jogos da final, perdendo, em casa, para o Santa Cruz, de Péricles Chamusca, Iranildo, Valença e Xavier.

    Apesar de tudo isto, venceu (e bem) o jogo derradeiro. Na casa do adversário. Por 3 x 0. Mostrando, acima de tudo que era um time de chegada. De raça. E muita determinação.

    NÁUTICO CAMPEÃO PERNAMBUCANO de 2004!

  10. 27/03/2008

    A 5ª sinfonia inacabada de Beto



    Tan tan tan tan
    Tan tan tan tan

    O maestro Beto Fernandes bem que tentou. Mas era impossível se compor qualquer obra prima naquelas condições. E a orquestra desafinou, pois os instrumentos de trabalho não eram condizentes.

    A começar pelo palco do espetáculo. Sem a mínima condição de ser utilizado. A música não fluía. Não se propagava. Não chegava sequer ao ouvido do companheiro do lado, na orquestra alvirrubra.

    Mesmo assim, o responsável pela decisão de ter ou não o espetáculo, deu início ao mesmo. E, logo, se viu que a desafinação era total. Não havia, sequer acústica.

    O próprio Beto modificou a partitura, devido as condições de trabalho. Não poderia, por exemplo utilizar uma peça mais frágil, onde seu som – por mais belo que fosse – não iria se propagar.

    Com sua batuta reconhecidamente eficaz, mexeu onde pode, mas não encontrou uma melhor melodia para a sua sinfonia.

    Logo aos primeiros acordes, a musica mostrou-se agressiva. E contava a estória de uma batalha aérea, no campo inimigo. A artilharia pesada insistia em bombas pelo alto. Numa delas, o tanque de guerra passou pela muralha adversária e, de frente para a meta, errou o alvo.

    Mas a orquestra desafinou. E num descuido, sofreu um revés. Mais uma vez, sem contar com a sorte, pois o destino da redonda era ser agarrada pelo nosso goleiro Eduardo. Mas desviou em Marcio Santos e foi morrer nos fundos da rede.

    No final do primeiro ato, ainda perdemos uma peça importante. Um pouco por afobação. Um pouco por muito rigor do árbitro. E muito por injustiça. Sim porque quem praticou o anti-jogo foi o adversário, que segurou o instrumento de trabalho, impedindo a continuidade do “ritmo” da partida. Paulo Almeida apenas tentou tirar a pelota de seus braços e utilizou de força para isto. Resultado: Ficamos sem uma corda no nosso violão.

    E o que não era para ser iniciado, foi interrompido, com 9 minutos do segundo ato. Sob muita chuva e expostos a raios, finalmente, foi tomada uma atitude digna de elogios. Muito embora, tardiamente (pois era para ter ocorrido, ainda no primeiro ato).

    Com isto, o maestro Beto Fernandes tem condições de pensar sobre a leitura de sua obra. E fazer fluir a sua genialidade incontestável. O Dó tem que ter som de Dó e não de Ré. No máximo ser Dó maior ou menor. Não dá para ser diferente. E com um acorde a menos, o que vale é superação e muita vontade.

    Então, que venham os minutos finais da sinfonia inacabada, desta quarta-feira, em Salgueiro. E o futebol do Náutico tem que ser jogado por música, pois só assim, chegaremos no tom ideal, a três notas da perfeição.

    Vamos virar esse jogo, com a batuta do maestro Beto Fernandes. Tenho certeza disto. E, assim, o concerto alvirrubro, no sertão, terá o condão de transformar barulho em melodia. Para, só então, termos condições de decidir tudo numa “música clássica”, na última rodada. A décima e não na nona. Não tem nada acabado. Afinal a 5ª rodada está inacabada e com a desafinação dos rivais (tão esperada), e a suspensão do nosso jogo (mesmo com a derrota parcial), temos condições de voltar com vida a competição.

    Vamos transformar esta sinfonia inacabada, numa obra prima. E fazer com que a partida inacabada seja ouvida como música, para a torcida alvirrubra.

    Tan tan tan tan
    Tan tan tan tan

Milton Neto, pernambucano, 44 anos, casado. Advogado há 20 anos, trabalhou nos jurídicos dos Bancos Banorte (em Recife) e HSBC (em Curitiba), além de alguns escritórios, como Macedo, Braz, Renzetti & Worm, no Paraná. Pós graduado em Gestão em Direito Empresarial (com marketing esportivo).

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