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  1. 08/03/2008

    IMAGENS ALVIRRUBRAS HISTÓRICAS: LUCIO SURUBIM

    Crédito: Revista Placar

  2. 05/03/2008

    O craque do campeonato




    Quem mais seria o craque da competição, senão o artilheiro do campeonato? Afinal, Geraldo tem sido o maestro do time do Náutico. E um maestro que tem regido e tocado na afinada orquestra. O camisa 10 timbu, além disto tudo, ocupa a função de capitão do time – pela liderança que exerce

    Não é exagero dizer, portanto, que Geraldo é peça fundamental neste time de Roberto Fernandes. Com ele em campo, o alvirrubro só perdeu para o Centro Limoeirense, numa partida atípica, num dos piores gramados do Estado.

    Geraldo lança, finaliza e marca gols. Seus críticos e as torcidas invejosas argumental que os gols do nosso artilheiro são marcados de pênaltis. E daí? Valem tanto quanto gols de bola rolando. E quantos gols do Sport não surgiram em decorrência de faltas. A diferença é a barreira humana, numa distância regulamentar.

    Por outro lado, quantos artilheiros não perderam várias cobranças de pênaltis? Palermo, que é ídolo no Boca Juniors, já errou 3 vezes, num único jogo. Edmundo, do Vasco, tem perdido pênaltis importantes. Zico (grande artilheiro do Flamengo e da seleção brasileira – e atual técnico-heroi do Feynembace, da Turquia) perdeu o pênalti mais importante da sua carreira, numa copa do mundo. Assim como Baggio, na copa dos EUA.

    O pênalti não é sinônimo de gol. O próprio Náutico teve esta comprovação, numa histórica partida, pela serie B. Várias excelentes equipes são eliminadas em competições importantes, justamente porque seus jogadores não convertem as suas cobranças.

    Portanto, quem subestima o goleador, porquanto seus gols são, em sua maioria, resultados de bolas paradas, em tiros diretos, simplesmente não valoriza a competência deste artilheiro em ter 100% de aproveitamento – mesmo os adversários observando como ele costuma bater seus pênaltis.

    Mas, nem só de gols vive o craque. O líder da Chuteira de Ouro da temporada é um exemplo de companheiro. De liderança positiva da equipe. Só quem convive e vê Geraldo conversando com o grupo, pode testemunhar a sua importância. Suas palavras de superação, nos momentos difíceis e de pura felicidade, nos grandes momentos vividos, pelo Náutico.

    Geraldo conduz a bola com qualidade. Faz lançamentos precisos. Se apresenta para ser opção de jogo para o ataque e no meio de campo. Além disto, ainda dá o combate, quando está sem a bola, atuando como um terceiro volante – especialmente quando o treinador opta por 03 atacantes.

    Dá para comparar com outro jogador adversário? Sinceramente, não vejo ninguém, nos outros times, com as mesmas qualidades. Por isto, para mim, Geraldo é o craque do campeonato, até o momento.

    Artilheiro, capitão, jogador “de grupo”, craque e raça. Ou simplesmente o nome do estadual até o momento. E este nome, assim como o Náutico, tem sete letras: G-E-R-A-L-D-O.

  3. 03/03/2008

    Quem é melhor?



    Muito se falou nesta segunda-feira, que o Náutico estava “chorando” demais, porque não ganhou o turno, colocando a culpa na tabela. Quero apenas lembrar a todos, que a reclamação em relação a tabela não é de agora. Todos os que frequentam o Náutico acharam um absurdo uma competição onde não há clássicos e nem decisão do turno, entre os dois melhores colocados.

    A decisão do arbitral foi unânime, ao referendar esta tabela? Qual foi o voto do Náutico? Quem me garante que o timbu não foi voto vencido? Eu não sei como isto ocorreu, mas sei que toda direção alvirrubra não se conformava com a ausência de um clássico ou uma partida final, no turno, há muito mais tempo que o desfecho desta metade da competição.

    Quem acompanha meus comentários, aqui neste espaço, sabe muito bem que meu “grito” de inconformismo não é de agora.

    Por isto, posso dizer agora, sem ser “choro de perdedor”, que esta fórmula de disputa é injusta. Injusta porque, sem o confronto direto, o campeão do turno não mede forças com aquele que poderia lhe tirar o título. No caso, o único que teria condições de tirar a mão do leão da taça das Tabocas era o Náutico – assim como vice-versa.

    O confronto direto, neste tipo de competição deveria ter sido obrigatório. Mesmo que fosse, ao final do turno, numa decisão, entre os 02 melhores, tendo o time com mais pontos, a vantagem de jogar em casa e pelo empate.

    Sem este confronto direto, o único parâmetro que se tem é o confronto entre os clubes que enfrentaram as duas equipes. E ai, um equilíbrio de forças. Os únicos times que jogaram contra Náutico e contra o Sport, foram o Serrano e o Sete de Setembro.

    Contra o time de Serra Talhada, no sertão, foram duas derrotas por 1 x 0 e goleadas, em Recife, para os times da capital. E se a goleada leonina foi maior que a alvirrubra, quero lembrar dois fatores. O primeiro diz respeito ao jogo do Náutico ter sido numa noite, no meio de semana, enquanto o do Sport foi numa tarde de domingo. A diferença é que a presença de publico para empurrar o time para o gol é muito maior num final de semana. Por outro, o jogo de Serra Talhada do Náutico foi debaixo do sol sertanejo, enquanto o do Sport, foi numa noite fria.

    Já o Sete de Setembro tirou pontos do Sport, quando jogou em Garanhuns (empate em 1 x 1), enquanto perdeu as duas partidas para o Náutico. Ou seja, contra o lanterna da competição, o leão deixou escapar a vitória, enquanto o timbu fez o seu papel.

    Alguns argumentam que os adversários do Náutico foram mais fáceis. Será? O Centro Limoeirense, por exemplo, só não está entre os 6 primeiros porque perdeu 3 vezes para o próprio Náutico. Será que, se ele não tivesse um outro time pela frente, não teria se classificado? Afinal, a diferença para o Salgueiro foram apenas 3 pontos.

    O Sport não jogou contra o 2º e nem contra o 3º colocados. Jogou contra o 4º colocado (o Serrano) – assim como o Náutico. Contra o Central, o time rubro negro teve uma coisa que faltou ao alvirrubro – sorte. Venceu as duas partidas, nos acréscimos. E, em pelo menos uma delas, merecia perder.

    E o Salgueiro? Este só não ganhou do Central, mas venceu de todos os times que enfrentaram o Sport. Desde o Sete de setembro ao Vera Cruz e Serrano, provando que os adversários do leão não eram tão difíceis assim de serem batidos. Exceção da patativa.

    Já o Náutico não jogou contra o Salgueiro. Não teve a oportunidade de pegar este time que sofreu 12 gols dos 17 gols sofridos, do Sport, em apenas 4 jogos que se enfrentaram. Será que esta equipe é forte? É melhor que o Centro? Tenho minhas dúvidas.

    O Serrano tomou 8 gols do Sport em 2 jogos. E 5 do Náutico, na mesma quantidade de partidas. O Ypiranga não enfrentou nem um e nem o outro. E, talvez por isto, tenha chegado em 3º lugar. Vai saber?

    Ou melhor, vamos saber sim. Agora, no segundo turno, quando todos estes times irão se enfrentar. E, após 10 jogos, poderemos ter uma noção do que é justo, pois a equipe que chegar com mais pontos, de fato, irá merecer o turno, ao contrário, não se pode dizer, quando não há o confronto direto.


  4. 02/03/2008

    Um turno estranho


    Melhor defesa, com 10 gols sofridos, em 12 jogos. Maior número de vitórias: 9 (sendo 7 seguidas – estando invicto há 7 partidas pelo estadual e 8, contando com o jogo da Copa do Brasil).

    Tem o artilheiro da competição: Geraldo, com 11 gols, em 12 jogos (ou em 11, considerando que o camisa 10 não jogou contra o Serrano, no jogo de estréia). Todos os seus atacantes fizeram gols, na competição: Geraldo 11, Warley 6, Wellington 4, Kuki e Felipe, com 2 cada um e ainda tem o goleiro menos vazado: Eduardo, com 10 gols.

    Venceu todos os adversários que enfrentou: Serrano (5 x 2 nos Aflitos), Centro Limoeirense (3 x 2 e 3 x 0, nos Aflitos e 4 x 0, em Limoeiro), Porto (2 x 1 em Caruaru), Sete de Setembro (2 x 0 em Garanhuns e 2 x 1 em Recife) e Petrolina (5 x 0 em casa e 2 x 1, no sertão).

    E, mesmo assim, não venceu o turno. Por que? Bem. Podem ser muitas, as respostas.

    A principal delas é simples. Não houve confronto direto, onde pudéssemos tirar a diferença de apenas 1 mísero e decisivo ponto, em cima do Sport. Se o campeonato permitisse este confronto, como sendo a decisão do turno, entre o primeiro e o segundo colocado, o Náutico poderia ser o campeão do turno. Mas não foi somente o Náutico que perdeu com a falta de tal embate. O torcedor pernambucano perdeu. Frustrou-se. Viu um time levantar a primeira fatia do campeonato sem ter jogado contra o adversário direito pelo título. Fato que vem se tornando comum para o lado da praça da bandeira, que desde1987 comemora títulos sem enfrentar os melhores clubes da competição. E deixo bem claro que não estou contestando o título, mas a injustiça dele – e até o “gostinho amargo” de não ter derrotado os melhores.

    Outro aspecto que pode ser apontado como fundamental para não termos conquistado o turno foi a perda de 02 pontos, em pleno Eládio de Barros Carvalho. Fundamental. O Sport não perdeu pontos em casa. O Náutico perdeu 2, no empate contra o Porto (que terminou em penúltimo lugar) e ficou com 1 ponto atrás do rival. Se tivéssemos feito o “dever de casa”, certamente seriamos o campeão do turno, pois terminaríamos 1 ponto na frente deles.

    Mais um fator que pode ter contribuído foi derrota para o Serrano, no jogo da estréia, fora de casa, com um time que tinha apenas o goleiro Eduardo e o zagueiro Vagner, em comum, com a equipe que entrou em campo, contra o Centro Limoeirense, nesta última rodada do 1º turno. E lembro que o jogo de estréia seria em casa, mas abdicamos deste privilégio, para não termos que viajar para o sertão, quando já estávamos por lá, fazendo a pré-temporada.

    Por fim, e não menos importante, pode ter sido decisivo, o jogo que perdemos para o Centro Limoeirense, em Limoeiro. Vencíamos o jogo, sofremos o empate e tivemos uma expulsão injusta de Ticão – que sequer fez a falta. Levamos o gol da derrota, numa falta de sorte, quando o jogador do time alvirrubro do interior chutou para fora e a bola desviou em Vagner, tirando do alcance de Eduardo, quando o juiz já estava com o apito na boca, para encerrar o jogo.

    Por tudo isto, mesmo com tantas coisas a favor, perdemos o turno.

    Todavia, as coisas positivas que pude observar são inúmeras e não são expressa apenas em números. Pude constatar, por exemplo, neste jogo contra o Centro Limoeirense, que fechou este turno esquisito, que, quando Roberto Fernandes tirou os jogadores mais experientes, como Kuki, Geraldo e Warley, o time ficou muito mais jovem com Wellington, Helton e Laborde (todos com menos de 20 anos). E nem por isto, menos perigoso. Os garotos foram ao ataque e o Tanque ainda fez o seu – numa impressionante média de mais de um gol por jogo. Laborde e Helton deram mais fôlego e velocidade, com sua juventude.

    Constatei que o time evoluiu com o decorrer do campeonato. Tem entrosamento. Qualidade. Peças de reposição. Tem jogadas ensaiadas. Tem goleadores. E até a tão criticada defesa, passou a ser a melhor da competição.

    Parabéns ao Náutico. Parabéns ao técnico Roberto Fernandes, sua comissão técnica e seus atletas. Parabéns a diretoria timbu, que acertou na maioria das contratações e que ainda está buscando reforços.

    Tenho certeza que este time poderá, enfim, superar a diferença ínfima que lhe tirou o título do turno e a vaga na final, quando, finalmente, no segundo turno, enfrentar diretamente o rival, na briga pelo título de campeão estadual. E, assim, sendo, será muito mais justo do que um ponto que nada traduz, diante de tantas constatações positivas na equipe timbu.

    O Sport ganhou o turno e parabéns a eles, por isto. Mas, ficou bem claro que o Náutico também poderia ter conquistado esta metade do campeonato e pode conquistar o segundo turno....

  5. 01/03/2008

    A 11 é dele



    A história de Kuki no Náutico já era belíssima. História de um ídolo que vestiu a camisa vermelha e branca e que teve sua alma tocada por aquelas cores. Um ídolo que, por mais que trocasse a camisa, sempre a que lhe cabia melhor era aquela com o escudo timbu, ao peito e o numero 11, às costas.

    Quando chegou em 2001, para jogar no time que viria a ser campeão pernambucano, daquele ano tão importante na história do Náutico, ninguém levava muita fé no baixinho. Mesmo marcando um gol, na estréia (vitória por 3 x 1 num amistoso contra o Cabense, nos Aflitos), em 14/01/01, a torcida não imaginava o que o futuro reservava na relação Kuki-Náutico.

    O ano passou. O Náutico foi campeão do centenário. Manteve o luxo de ser hexa e, de quebra teve o artilheiro da competição: Kuki, com 14 gols. Marcou mais 12 pelo campeonato do Nordeste e mais 14 pela 2ª divisão de 2001.

    Em 2002, o baixinho foi para a Coréia. Não se adaptou e logo voltou para o seu Náutico. A tempo de comemorar mais um título estadual. E ainda marcar 9 gols pelo certame local. 7 pela segunda divisão e 1 pela Copa dos Campeões, em Belém.

    Já no ano de 2003, o Náutico não conseguiu o título, mas Kuki foi o artilheiro com 16 gols. Marcou 15 na segundona e 3 pela Copa do Brasil. Em 2004, no seu quarto ano, vestindo a camisa alvirrubra, Kuki se sagrou campeão pernambucano, pela terceira vez. E marcou 12 vezes. Mais uma vez, marcou no jogo final, contra o Santa Cruz.

    Se 2005 foi um ano para ser esquecido, por conta das lesões e da frustração final, 2006 é um ano para ser lembrado e relembrado para o resto da vida, na história timbu. Graças a Kuki, Netinho, Felipe, Eduardo, Nildo e cia, o Náutico voltou para a primeira divisão.

    Numa boa campanha, onde a equipe alvirrubra foi simplesmente fantástica nos Aflitos – onde alcançou mais de 80% de aproveitamento. Perdendo pontos apenas para o Coritiba, Paulista e Vila Nova, dentre todos os 19 confrontos.

    Kuki marcou 11 vezes! Não por acaso: 11! E o Náutico estava de volta para primeira divisão, depois de 11 anos e 11 meses.

    Tudo isto foi esquecido em 2007. Justamente no ano em que o baixinho poderia vestir a camisa alvirrubra, numa primeira divisão. E foi mal. Assim como todo o time. Estavam mal Acosta, Sidny, Felipe, Elicarlos – que depois passariam a jogar muito bem e tornaram-se uns dos responsáveis pela reação timbu. Mas Kuki, por ser ídolo, não teve a mesma paciência de parte da torcida. E foi criticado, indo parar no rebaixado Santa Cruz.

    Com a chegada de Roberto Fernandes e depois de Geraldo, o time melhorou. Reagiu. O futebol de Acosta pode despontar como goleador. Sidny ganhou confiança e passou a fazer gol de fora da área. Felipe – mesmo machucado – foi importante no ataque, que já não tinha Beto e Fábio Saci como companheiros. Elicarlos passou a jogar como companheiro ideal de Daniel e Fabiano substituiu Eduardo nos momentos decisivos. Todos melhoraram. Kuki também iria melhorar. Mas não lhe deram esta chance.

    Ele voltou, como conta a musica. Voltou para ficar. Porque aqui é seu lugar mesmo! E, depois de entrar (muito bem) no decorrer das partidas, com a camisa 17 ou 18, ele deverá enfrentar o Centro, vestindo a velha 11.

    Não significa que voltou a ser titular absoluto. Até porque, com 36 anos, não tem o mesmo pique e reflexo que tinha, quando aqui chegou, com 30 anos de idade. Sabe disto. A tanto que tem sido um exemplo de profissional, quando fica no banco. Mas continua com cheiro de gol e com muita qualidade, para servir os companheiros. E pode sim, chegar aos 186 gols e ultrapassar Fernando Carvalheira, ficando como segundo maior artilheiro da história do Náutico (atrás apenas no inalcançável Bita), por que não?

    Cá para nos. Esta camisa vermelha e branca, número 11, tem a cara de Kuki.

  6. 28/02/2008

    Olha o campeão ai, gente!

    Quem tiver mais samba no pé e ginga de cintura leva o turno. Pelo menos, é o que parece.

    Este campeonato pernambucano, afinal, tem sido um verdadeiro desfile de escolas de samba. Ou é um verdadeiro samba do criolo doido, onde ninguém entende a competição.

    Até porque, como pode uma equipe ser campeã, se não enfrentou os melhores do certame? Eu, heim! Coisas inexplicáveis.

    Isto não existe! Ou melhor, existe sim. No atual campeonato pernambucano, o campeão do turno será o Náutico ou o Sport. E seja quem for, este não terá enfrentado o outro. É o melhor? Não se pode dizer. Afinal, não enfrentaram um ao outro.

    Nem mesmo se pode fazer uma comparação com os resultados contra as equipes que foram comuns, pois apenas o Império Serrano, digo, o Serrano foi adversário de alvirrubros e rubros negros.

    E neste critério, a nota foi a mesma: 10! Nota 10! Até porque, ambos perderam para o Jumento, em Serra Talhada, por 1 x 0 (embora o Náutico tenha enfrentado o time de Pedro Manta debaixo de um sol com sensação térmica de 200º C, com o time reserva e o Sport com a equipe titular, no meio do campeonato, e numa brisa noturna) e venceram, em casa. Venceram não. Golearam. O Náutico sapecou 5 x 2 e o Sport 8 x 0.

    E foi só. A única equipe comum ao futuro campeão e vice do turno.

    Enquanto o Náutico tinha uma equipe como Centro das atenções, o Sport seguia no ritmo do samba. Pegou o Salgueiro 3 vezes! E ainda terá o quarto embate no domingo na ilha. Com Durval de “mestre sala”, a equipe leonina ainda teve que cruzar a avenida da Imperatriz “leopoldinense”, em terras maranhenses.

    Do outro lado da tabela, o timbu bate o Centro, também em 03 oportunidades. E vai para o quarto encontro com a equipe de Limoeiro, no domingo, nos Aflitos. Num ritmo mais puxado para o frevo, a equipe de Roberto Fernandes segue frenética, atrás do rival, esperando apenas um tropeço no passo da dança.

    Se o Náutico conseguiu 06 notas 10 seguidas, o Sport não deu trégua e se mantém na frente do timbu por causa das primeiras avaliações. Enquanto o timbu esquentava os tamborins, o time da praça da bandeira já largava com uma comissão de frente de primeira.

    E quando o Náutico pensava que o Porto era seguro, este desabou sobre as cabeças alvirrubras e a bateria perdeu o rumo, deixando o puxador na mão. Menos mal que a rainha da bateria voltou a chamar a atenção sobre si e o espaço foi recuperado. Mas não o suficiente.

    Pelo menos, não até domingo.

    Quem será o campeão do turno, afinal? Nem Salgueiro e nem o Centro são flores que se cheire. E nem Náutico e Sport são beija-flor. Uma coisa é certa. Ninguém chegará aos 30 pontos. Nem Joãozinho. O campeão terá 28, 29 pontos, no máximo.

    O neguinho pode gritar o que for. Mas o campeão do turno sai domingo. E não no sábado, quando o Santa estará ou não carregando sua Cruz. Fardo que pesa desde que disputou a primeira divisão, em 2006. Desceu uma ladeira sem fundo ou barreiras.

    Se o Sport entra em campo com os sobrinhos do primo rico, Luizinho (que dizem que é neto do Tio Patinhas), Carlinhos e sem Huguinho (que rescindiu com o Santa Cruz), o Náutico poderá ter em campo um “web ataque”, com Wellington, Warley e Felipe. Basta o gaúcho trocar o F pelo W, para que o time entre com o famoso www.ataque.com.

    Experiência em samba enredo, os cariocas têm. Então Radamés e Geraldo saem na frente. E até podem contar com ajuda de um carnavalesco, para contar a estória: Milton Cunha.

    E lá vou eu! Lá vou eu!

  7. 27/02/2008

    Prova do líder



    Nem Pedro Bial poderia imaginar uma “prova do líder” tão disputada. E, ao contrário do que muitos imaginam, não será nada fácil – para nenhum dos participantes. Embora não seja nenhuma maratona para ficar abraçado a um tronco ou pulando patinhos, durante toda noite, a disputa tem seus ingredientes de:

    - Resistência: Para vencer serão necessários ultrapassar 12 obstáculos. Ou, pelo menos, a maioria deles. No caso do Náutico, obrigatoriamente, o aproveitamento terá de ser de 75% (9 vitórias). E mesmo assim, terá que torcer que o Sport não tenha o mesmo índice. O timbu venceu 8 vezes (assim como o leão). Derrotou o Porto, o Serrano, o Sete de Setembro (2 vezes), o Petrolina (2 vezes) e o Centro Limoeirense (também 2 vezes). Terá que derrotar o time de Limoeiro pela terceira vez para chegar a liderança e, ainda torcer que o rival não vença, também pela terceira vez, o Salgueiro.

    - Sorte: Para chegar a liderança, será necessário ter sorte. Sorte que deu às costas para equipe timbu, contra o Porto, nos Aflitos, quando a bola não entrou, de jeito nenhum – mesmo tendo 03 a 04 atacantes no gramado. A bola bateu na trave e até no ombro do goleiro adversário. A sorte não poderá abandonar a equipe que pretende ser o líder deste turno. Sem ela (e uma boa dose de competência) será impossível ser o líder, nesta rodada final.

    - Psicológico: Vamos jogar sob pressão. Tendo que vencer e torcendo que o adversário não vença. Um olho no Centro Limoeirense, nos Aflitos e outro na ilha. Com o cuidado de não desanimar – mesmo que o Sport esteja vencendo por lá. Não podemos nos abater e temos que manter o foco até o final. Até porque, o jogo só termina quando o juiz apita.

    - Parceria: O nosso parceiro se chama Salgueiro. Ele jogará por nós. Ao mesmo tempo. A equipe do sertão vem a capital, totalmente desacreditada. Tida como “favas contadas” pela torcida adversária – que já conta vitória antes do apito inicial.

    Infelizmente, e maior pecado desta “prova do líder” é uma coisa que existe no BBB e não acontecerá no primeiro turno do campeonato estadual: O CONFRONTO DIRETO.

    Tenho certeza absoluta que, por exemplo, se o regulamento previsse o confronto direto (em dois jogos) do primeiro contra o segundo colocado, para decidir o turno, haveria uma emoção muito maior e o resultado seria muito mais justo.

    E ainda digo mais. Se isto ocorresse, garanto que o Náutico seria o favorito. Tem um elenco mais forte e mais unido. Tem melhores atacantes e meias. Tem o artilheiro da competição. Tem a defesa menos vazada. E só não tem o melhor ataque porque o adversário fez 8 gols numa única partida – num jogo fora da normalidade. Mesmo assim, só 4 gols nos separam deste critério.

    Se a prova do líder fosse disputada de forma mais justa, com o confronto direto, não teria dúvida da vitória. Como não o é, fica a esperança que o adversário sucumba a resistência, não tenha sorte, que a pressão seja forte e que o nosso parceiro possa surpreender e “calar” quem o está subestimando. E, claro, que o timbu vença a sua “prova do líder” particular contra o Centro.


  8. 24/02/2008

    Merecemos o turno!

    A campanha do Náutico tem sido muito boa. Com 8 vitórias em 11 jogos, o timbu só não tem 9 vitórias porque, no jogo contra o Porto, nos Aflitos, estava numa noite completamente infeliz. Afinal, até de ombro o goleiro defendeu (e na seqüência, a bola bateu na trave). E Felipe perdeu um gol, nos minutos finais que não costuma perder. Se tivesse vencido aquele jogo, estaria com 27 pontos – 1 a mais que o Sport.

    Todavia, com o empate, em casa, o timbu perdeu 2 pontos e fica, na última rodada, com 1 ponto a menos que o rival. Precisa vencer o Centro Limoeirense, em casa e torcer para que o Sport perca 02 ou 03 pontos para o Salgueiro.

    Impossível? Não. Evidentemente, é improvável que o Salgueiro (que perdeu em casa para o Serrano) consiga segurar o time rubro negro – principalmente porque eles só dependem de sua vitória para chegar ao título do turno e a garantia da vaga na final do campeoanto.

    Mas, se o Náutico empatou em casa com o Porto (que é o 10º colocado), por que o Sport não pode perder pontos para o Salgueiro (que está classificado para o hexagonal do segundo turno)?

    O Náutico cumpriu seu papel e evoluiu ao longo da competição. Com uma equipe que começou com praticamente nenhum dos jogadores atuais (apenas Eduardo e Vagner entraram como titulares nas duas partidas – contra o Serrano e contra o Sete) e que, ao longo da competição, foi goleando seus adversários.

    O mais incrível é que, com o passar dos jogos, temos a melhor defesa da competição. 10 gols em 11 jogos (ao lado do Sport). E o segundo melhor ataque. 26 gols contra 30. O artilheiro do certame (Geraldo, com 10 gols).

    A verdade é que o torcedor alvirrubro está satisfeito com Eduardo no gol, Serginho e Berg, nas laterais, Vagner e Everaldo na zaga, Ticão, Radamés e Paulo Almeida como opções como volantes, Geraldo, Marcelinho e Helton nas opções de meia (além de Ricardo Laborde que vai estrear) e a opção de ataque com Felipe, Warley, Wellington, Kuki e Danilo Lins.

    As vitórias seguidas (além das goleadas) dão ao torcedor a confiança neste time que perdeu para o Serrano, na primeira partida, nos minutos finais, quando o time era outro. Que perdeu para o Centro Limoeirense, em Limoeiro, também nos minutos finais, quando perdemos Ticão numa expulsão injusta – e a arbitragem influenciou no resultado. E perdemos 02 pontos em casa, contra o Porto, num jogo onde nada deu certo.

    Ou seja, perdemos pontos que poderiam ter sido conquistados. Ao contrário do adversário, que perdeu pontos e mereceu perde-los (03 para o Serrano e 02 para o lanterna Sete de Setembro e 02 para o próprio Salgueiro). Quem sabe, não mereça perder mais 02 ou 03?


  9. 24/02/2008

    A garra de Lourival

    Existiu uma época, no futebol, que se jogava com apenas 1 volante. Foi neste período que conheci Lourival Silva. Num sábado, dia 03/11/79, vi o camisa 5 do Náutico enfrentar o Moto Clube, do Maranhão, no Arruda, pela primeira divisão do campeonato brasileiro. Vitória timbu, por 1 x 0. Gol de Valtinho.

    O Náutico entrou em campo com Washington, o baixinho Carlos Alberto Rocha, Dimas, Pinheirense (que foi deslocado para a zaga – dando vaga para Lourival), Clésio, Lourival, Valtinho, Evaristo, Silvano, Luis Poiani e Marquinhos. O técnico era o velho Pinheiro. E o jogo foi visto por 2.262 alvirrubros.

    Louro perdeu a posição para Carlos Alberto Nascimento (jogou contra o Grêmio, substituindo Valtinho, na derrota por 1 gol, no Olímpico), mas 05 jogos depois, estava de volta, para jogar em Londrina (quando perdemos por 2 x 4 para o tubarão paranaense). Ainda naquele ano de 79, a camisa 5 foi de Lourival no jogo contra o Gama, na despedida do brasileiro, no Arruda (empate em 2 gols).

    A partir de 1980, mostrando um futebol voluntarioso e desarmando os atacantes adversários, com carrinhos na bola e muita garra, Lourival virou titular absoluto do Náutico de Pinheiro de depois Cidinho. Com Brida, passou a jogar de lateral direito, com Luciano Veloso, como volante.

    Sob o comando de Paulo Emílio, e o retorno do baixinho bigodudo para a lateral direita, voltou a ocupar a posição que o consagrou. Um Náutico forte com Jairo no gol, Dimas e Douglas, Carlinhos, Lourival, Luciano (depois Mauro), Brás (ou Nei), Pitter (depois Evaristo, Jonas e Wilton), Reinaldo e Marquinhos (depois o ídolo Lupercínio) começava a se formar.

    Depois vieram Vilson para a vaga de Carlos Alberto, Cláudio Marques, a grande revelação Alberis, na lateral esquerda, o goleador Baiano, o mago Manguinha, Heider, Porto, Marciano, com o ex-santista Pepe à frente da equipe. Depois o retorno do “titio” Orlando Fantoni.

    Lourival jogou um dos melhores jogos que vi. No Arruda, em 24/01/82, contra o Flamengo de Zico, Junior, Leandro, Raul, Adílio, Tita. O Náutico perdeu por 3 x 4, mas mostrou muita garra e futebol diante dos recém consagrados campeões mundiais.

    Luciano Veloso e Ernesto Guedes assumiram o time, em 1983. E a equipe passou a ter a cara daquela que seria campeã. Pimenta (depois Cantarelli), Vilson, Ivan, Edson Gaúcho (ou Zé Eduardo), Alberis, Lourival, Baiano, Manguinha (ou Valdo), Heider (Porto), Mirandinha e o criticado Zé Ronaldo (depois Ademir Lobo) era a base daquele ano.

    Mas foi com o saudoso Enio Andrade que Lourival pode, finalmente sagrar-se campeão. Num time que tinha Mazaroppi, Vilson (Silmar), Alfredo Santos, Edson Gaúcho, Paulo Roberto, Lourival, Baiano, Denô (Gerson), Heider, Bira e Ademir Lobo. Uma grande equipe que disputou a final contra o Santa Cruz, vencendo a primeira por 2 x 1 e empatando a outra sem gols.

    Lourival foi bicampeão em 1985, com Mário Juliato, numa equipe com Pimenta, Galvão, Edson Gaúcho, Zé Eduardo, Cláudio Mineiro, Lourival, Baiano, Ademir Lobo, Jarbas, Lima e Neto Surubim. Ele chegou a jogar ao lado de Nunes, sob o comando de Givanildo Oliveira, naquele ano.

    Ainda esteve sob o comando de Mário Juliato, Carlos Alberto Torres (o capita), Raul Carlesso, Borba Filho, até deixar o clube, em 1987, quando jogou ao lado de Pais, Junior Guimarães, Wilson Gotardo, Edson Gaucho, Ari, Baiano, Lucio Surubim, Luis Silvio, Reginaldo e Beto Sabino.

    Foram 8 anos vestindo a camisa alvirrubra até aquela partida contra o Cruzeiro, no Mineirão, em 28/01/87.Uma história que se identificava com o clube, como poucas histórias nos dias atuais.

    Louro se tornou treinador. E hoje faz uma das melhores campanhas dentre os clubes do interior. É o quarto colocado no campeonato, a frente do Salgueiro, com 17 pontos ganhos (praticamente garantido no hexagonal do segundo turno). Venceu metade dos jogos disputados e perdeu apenas 3 vezes (2 para o Sport). Empatou com o Sport, em Salgueiro e pode empatar na ilha, por que não?

    Confio em Lourival. Confio que ele irá tirar pontos da equipe rubro negra e, com isto, abrir o caminho para que o seu Náutico (sim, o seu Náutico – pois acredito que Lourival tenha este clube no coração) possa ser campeão do primeiro turno! O destino quis que a sorte do timbu no turno ficasse nas mãos de um de seus ex-jogadores. Não por acaso um que representava a garra alvirrubra. Estamos em boas mãos.

  10. 22/02/2008

    A máquina que emociona

    Roberto Fernandes conseguiu o que queria. Transformou este time numa máquina de jogar futebol (ainda com a necessidade de pequenos ajustes). Mas não é uma máquina qualquer. Sem vida. Sem emoção. Muito pelo contrário. Este time – que se transformou numa máquina de fazer gols, também é uma máquina que emociona.

    Afinal de contas, quem foi ao Eládio de Barros Carvalho não teve como deixar de vibrar com a determinação de Radamés que a cada dia, mostra em campo, toda sua dedicação a camisa alvirrubra e que, estava longe de ser um amor proibido (como na opera AIDA). Muito pelo contrário. Era uma paixão recíproca e devidamente aprovada pela sua amada Viviane Araújo (que presenciou o show do time alvirrubro, ao vivo, nesta noite de quinta-feira, no camarote da diretoria), devidamente uniformizada com a camisa vermelha da torcida timbu. Até porque não podia ser diferente, pois o vermelho e o branco do Náutico são os mesmos da escola que a beldade desfilou, no recente carnaval de 2008: o Salgueiro.

    Emoção para quem não se conteve de felicidade, ao ver Geraldo marcar duas vezes e se isolar na artilharia da competição, com 09 gols em 10 disputados. Quase 1 por partida! Certamente, o meia e capitão alvirrubro tem tudo para continuar a fazer um excelente campeonato estadual – pois é visível o seu empenho e vontade de chegar a artilharia e ao título de campeão.

    Também não teve quem não abrisse um sorriso de um canto a outro, da orelha, ao ver o meia Marcelinho entrar, no segundo tempo e renovar o gás da equipe, com lançamentos perfeitos, toque de bola e muita, muita velocidade. Como já vem acontecendo nos últimos jogos, o time cresce com a entrada do jovem meia ofensivo. E isto tem sido fatal para os adversários.

    Foi saboroso ver a diversificação de jogadas. De cobranças de faltas ensaiadas. De escanteios ensaiados. Opções de mudança tática. De banco. De estilo de jogo. Foi delicioso ver o espírito deste time. As várias chances de gol que foram criadas. A constatação que estamos com 100% de aproveitamento nos últimos 5 jogos do estadual (e 6 no total), além de termos marcado 25 gols (media superior a 4 por jogo) nos últimos 6 jogos.

    Mas, o primeiro momento de manifesta emoção foi ver a torcida pedir para a entrada em campo de um velho conhecido. Um ídolo. E ecoou pelo estádio o grito tímido, mas ouvido pelo técnico Roberto Fernandes. A tanto, que ele atendeu e colocou o baixinho em campo.

    Não demorou para que o ídolo alvirrubro fizesse uma jogada de gênio. Deu um drible de corpo no seu marcador e correu como um guri com a bola dominada, pela lateral esquerda, cruzando na medida para que Warley desse “boa noite” ao goleiro petrolinense. Era o terceiro gol alvirrubro. Uma obra prima de Kuki. Foi sim, emocionante, voltar a ouvir o coro de “Kukê! Kukê!”, quando o gol é de outro, mas toda jogada foi dele.

    Entretanto, a máquina emocionou mesmo, no quarto gol do Náutico. Lançamento em profundidade, no estilo Kuki. Este correu, alcançou a bola e deu um drible seco no zagueiro e no goleiro, tocando com categoria para o gol. GOLLLLLLLLL de Kuki. Agora sim, as milhares de vozes ecoavam uniformemente pelo Eládio de Barros Carvalho: “KUKÊ! KUKÊ! KUKÊ!”. Emocionante! As críticas deram lugar ao silêncio daqueles que esqueciam os seus feitos. E o silêncio se transformou em momentos de recordação, de quem foi Kuki. De quem foi não. De quem ele é, pois depois do que ele fez nos minutos que esteve em campo, mostram que aquele atleta permanece vivo e com muita vontade de mostrar a todos que tem amor a esta camisa, merecendo ser correspondido em seus atos.

    Sim, a máquina de futebol alvirrubra emociona de verdade. Ah, como emociona!

Milton Neto, pernambucano, 44 anos, casado. Advogado há 20 anos, trabalhou nos jurídicos dos Bancos Banorte (em Recife) e HSBC (em Curitiba), além de alguns escritórios, como Macedo, Braz, Renzetti & Worm, no Paraná. Pós graduado em Gestão em Direito Empresarial (com marketing esportivo).

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