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  1. 17/10/2007

    Náutico em japonês

    Homenagem aos pequenos visitantes asiáticos, que estiveram nos Aflitos, esta semana, vestidos com o manto sagrado.

  2. 16/10/2007

    Numerologia

    O desempenho da equipe alvirrubra, nos últimos 9 jogos tem sido fantástico. Com um aproveitamento de 74,04%, o timbu seria o líder da competição, se, por acaso, só valessem as 9 rodadas que me refiro. Foram 6 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Marcou 26 gols e sofreu 9. Média de 2,88 gols contra 1 gol, por jogo.

    Em casa, o aproveitamento é ainda maior: 86,66%! 4 vitórias e 1 empate. 16 gols feitos (3,2 de média) e apenas 3 tomados (0,6). 1 x 1 (Inter), 4 x 1 (Botafogo), 2 x 0 (Sport), 5 x 0 (Atlético-PR) e 4 x 1 (Juventude).

    E, até fora de casa, a campanha tem sido muito boa. Com 58,33% de aproveitamento, o time de Roberto Fernandes venceu 2 jogos, empatou 1 e perdeu apenas 1 jogo. Marcou 10 vezes (2,5) e tomou 6 gols (1,5).

    Para se ter uma idéia, o São Paulo –líder disparado do campeonato tem um aproveitamento de 68,81%, sendo 71,11% em casa e 66,66%, fora. Marcou 45 vezes (1,45 gol por jogo) e sofreu 12 tentos (insuperável média de 0,38 gol por jogo).

    O Grêmio é a equipe com melhor aproveitamento da competição, em sua casa. Tem 75% por conta das 11 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas, no Olímpico. Depois vêm Vasco (71,79%) e São Paulo (71,11%). O aproveitamento dos últimos jogos, nos Aflitos, dão a liderança, neste critério, ao clube dos Aflitos, com 86,66%.

    Já fora de casa, o visitante mais indigesto é o São Paulo, com 66,66%. O Cruzeiro não mantém a segunda colocação, neste aspecto, pois com 56,98% perderia para o Náutico (contando apenas os últimos jogos), com 58,33%.

    Mesmo que estendêssemos para 23 jogos (quantidade de partidas em que Roberto Fernandes está à frente da equipe), os números seriam bastante satisfatórios. Com aproveitamento global de 50,72%, sendo 60,60% nos Aflitos (5 vitórias, 2 empates e 4 derrotas, com 21 gols marcados e 13 sofridos) e fora de casa, com 50% (5 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, 24 gols feitos e 21 tomados).

    O artilheiro (e sensação do campeonato) Acosta marcou (até o momento) 17 gols, nas 25 partidas em que esteve em campo: média de 0,68. Felipe tem 9 gols, em 21 jogos disputados. 0,42 de média. E até Geraldo marcou 4 vezes, nas 12 partidas que atuou (0,33).

    Entretanto, infelizmente, estes bons números não são os números gerais do alvirrubro, que tem contra si a péssima campanha do começo da competição e que o tem deixado numa situação bem abaixo do que merecia estar, na tabela. Com 43,01% de aproveitamento global, nos 31 jogos, o Náutico tem 11 vitórias, 7 empates e 13 derrotas, com 55 gols marcados (2º melhor ataque da competição) e 53 gols sofridos (2º pior defesa) – o que o mantém na 15ª colocação.

    Todavia, os resultados conquistados nas 9 últimas partidas são significativos, pois mostram uma evolução e uma tendência de crescimento. E isto é muito importante nesta reta final. Os números não mentem.

  3. 13/10/2007

    O Artilheiro Acosta - destaque do Náutico no brasileirão

    Tranqúilo....

  4. 13/10/2007

    De frente com Acosta

    Acabo de receber um e-mail do meu amigo Álvaro Rubio do Nascimento, cujo teor venho transcrever, ipisis literis, nesta oportunidade:

    “Prezado Milton,

    Boa noite.

    Acabo de chegar do estádio do Mineirão. E ainda estou envolto à emoção que me tomou conta, desde que vi o nosso Náutico entrar em campo, com aquela belíssima camisa tradicional, com listras verticais, em vermelho e branco.

    Levei meu sobrinho Monet Junior e seu amigo Múcio Serrambi, para que conhecessem o timba, que tanto falo para eles – com orgulho e emoção. Era o dia das crianças, afinal. Moro em Uberaba desde 1993 e nunca mais fui no Recife. Nunca vi o Náutico jogar pela segunda ou terceira divisão. Só pela primeira. E há quase 15 anos não vejo um jogo do nosso time, ao vivo. Ano passado, quando o Náutico jogou contra o Atlético, eu estava trabalhando, em Uberaba e não deu para ir.

    Por isto, tive que segurar meu velho coração, quando vi aquele manto sagrado no gramado do estádio Mineirão. Alguns alvirrubros, que estavam presentes, como um tal de Davi e um gordinho de bigode, com um timbu (que disse que acompanha o Náutico em todos os jogos pelo País), logo fizeram amizade comigo – como uma verdadeira família.

    Quando sai de carro, em direção a BH, sabia que dificilmente voltaria para casa com um resultado positivo. O Cruzeiro é o único time que ainda pode tirar o título do São Paulo (mesmo que, apenas, matematicamente) e tem o melhor ataque da competição.

    E quando anunciaram a volta de Alecssandro, a coisa ficou mais complicada. Era a quase certeza da volta dos gols ao ataque cruzeirense. E não deu outra. O irmão de Richarlyson foi quem abriu o placar.

    Apesar de ser previsível – principalmente com 6 “desfalques”, a derrota não estava sendo bem digeria por mim. Principalmente quando o pequeno Monet ameaçou virar a casaca, depois do segundo gol da Raposa.

    Mas o Cruzeiro não cantou de galo. O timba tinha Acosta. E o uruguaio fez um gol inacreditável – quando eu já estava aos berros de “chuta, pelamordeDeus”. Depois de deixar o zagueiro azul no chão, foi carregando a bola até a linha divisória debaixo das traves de Fábio, como quem fosse fazer um touchdown. Ao chegar o mais próximo possível, só deu um totó embaixo da bola (do jeito que ele cobrou um pênalti contra o Botafogo). Estávamos de volta ao jogo.

    E Acosta faria o seu 17º gol no campeonato, desviando a trajetória da bola, na área cruzeirense, empatando a partida. É um fenômeno este uruguaio. Por isto desperta tanto interesse nos outros clubes.

    Não merecia ser expulso, pelo segundo amarelo. Poxa, seu juiz! Tantos outros lances iguais passaram em branco (sem cartão) , na partida! Tinha que “premiar” justamente o Acosta? Tinha que pegar um gancho, justamente contra o Corinthians?

    As lágrimas de Acosta emocionaram as Minas Gerais. Acosta é alvirrubro! Por isto fiz questão de tentar falar com o gringo, na saída da equipe, dos vestiários. Ao vê-lo sair, em direção ao ônibus, gritei seu nome, em portunhol: “Acosta! Acosta!”. Ele estava com um um MP4 no ouvido, mas, mesmo assim, me atendeu.

    “Gracias, Acosta! Tu és mi ídolo e dos pequenitos” E agradeci 17 vezes, numa retribuição aos 17 gols do uruguaio, com a camisa alvirrubra, no certame. Ele, simplesmente sorriu e autografou as camisas das crianças.

    Ha, Milton! Foi Massa! Que me é inesquecível! Alone ou só. Eu voltei a ser criança, Milton. Só o Náutico para fazer isto comigo. Quando voltar para Uberaba, contarei para minha esposa sobre o dia que fiquei frente a frente com Acosta.

    Saudações alvirrubras e um abraço para o Léo Lemos, que está fazendo aniversário”

  5. 12/10/2007

    Temos elenco!

    Náutico 4 x 1 Juventude. América-RN 1 x 5 Náutico. Atlético-PR 1 x 1 Náutico. O que há de comum nestes jogos, além dos ótimos resultados conquistados pelo alvirrubro pernambucano?

    Acosta estava suspenso e não jogou nenhuma destas partidas. Nem por isto, o timbu perdeu sua força. Nem mesmo sem poder contar com seu artilheiro (o vice-goleador do campeonato – 1 gol a menos que Josiel), o Náutico deixou de ser o segundo melhor ataque do certame.

    O uruguaio é importantíssimo. Fará falta sim – mas engana-se quem pensa que sua ausência será fundamental para o desempenho desta equipe. O jogo contra o Cruzeiro mostrou que o Náutico tem elenco. Pode sair jogador (por melhor que seja), que o padrão do time continua o mesmo. A vontade continua a mesma. Este é um grupo unido – como já disse em texto anterior. E a prova disto foi dada no Mineirão.

    Sem poder contar com Eduardo (contundido), Sidny, Toninho, Elicarlos, Daniel Paulista, Geraldo e Felipe (suspensos), a equipe entrou em campo com Fabiano, Rafael Mineiro, Everaldo, Onildo, Vagner, Julio César, Radamés, Vagner Rosa, Marcelo Silva, Acosta e Marcelinho.

    Começou muito mal o jogo. Quase se pode dizer que tinha entrado para perder de pouco. E com 30 minutos, numa cobrança de falta, Alexssandro pedia que a bola fosse tocada para a área, por baixo. Todo mundo viu. Mas a defesa (em especial, Onildo) não ficou atenta. O atacante cruzeirense aproveitou a desatenção e empurrou para o gol timbu. 1x 0.

    5 minutos depois, veio o segundo gol do time mineiro. Parecia selada a sorte do Náutico no jogo. 2 x 0, em BH! Era praticamente impossível. E Acosta tinha tomado um cartão amarelo ainda na etapa inicial. Rafael estava mal. Julio César estava muito “amigo”, cumprimentando os ex-companheiros. Enfim. Não parecia que o timbu teria força.

    Mas a demora da equipe para voltar do intervalo já deixava bem claro que o competente Roberto Fernandes estava pondo o seu dedo no jogo. E isto começou a ficar claro com a volta do time ao campo. Com Serginho Baiano (atacante) no lugar de Rafael Mineiro (ala direita) e a manutenção de Acosta em campo (que não foi poupado – para não tomar um segundo amarelo), viu-se que o timbu não queria sair com a derrota de campo.

    E a etapa complementar foi completamente diferente. O Náutico melhorou e foi para cima do Cruzeiro. Acosta passou a ter alguém mais próximo. E, também, ter mais espaços. O primeiro gol do uruguaio, no jogo, foi simplesmente incrível. Recebeu um lançamento na esquerda, parou a bola (fazendo com que o zagueiro passasse direto), e só não entrou com bola e tudo porque deu um toquinho por cima do goleiro e do outro zagueiro. Tranqüilo, tranqüilo. Golaço!!

    Já o segundo, foi num rebote, que sobrou na entrada da área. O chute saiu para o lado e Acosta desviou para empatar a partida. Um empate mais do que justo.

    Com o empate, talvez fosse a hora de tirar Acosta (e não Marcelinho) para a entrada de Luciano Totó. Afinal, ele estava com um amarelo e o Cruzeiro partia para cima. Mas, quem saiu foi o camisa 11. E o gringo fez uma falta, evitando um contra ataque. Uma falta que poderia ter sido marcada, sem a aplicação do cartão. Ninguém iria reclamar. Mas o bom juiz da partida não pensou assim e expulsou o uruguaio, ao dar o segundo amarelo.

    Acosta, então, parecia uma criança, no dia 12 de outubro, descobrindo que não iria ganhar presente. O choro de Acosta comoveu. A quarta expulsão do novo ídolo alvirrubro, na competição irá deixa-lo de fora da partida contra o Corinthians. Assim como ele desfalcou o timbu em 6 dos 31 jogos que o Náutico disputou até aqui. E, mesmo assim, com tantas suspensões, consegue ser o vice-artilheiro do campeonato.

    Acosta é desfalque? Claro. Mas o Náutico de hoje tem elenco. Geraldo era desfalque contra o Cruzeiro? E Elicarlos? E Daniel Paulista? E Sidny? E Felipe? Pois é. Nenhum destes jogou no Mineirão, contra o vice-líder e melhor ataque do certame. E, mesmo assim, o Náutico conseguiu um ótimo resultado.

    Assim é o Náutico de Roberto Fernandes. Um grupo unido que segue firme e forte, rumo ao objetivo maior – que é manter o Náutico entre os grandes, em 2008.

  6. 10/10/2007

    Viagem no tempo
    Era uma noite de quarta-feira, do mês de maio de 1978. Eu tinha 15 anos. Meu pai chegou do trabalho e trocou de roupa. Comeu um rosbife que minha mãe tinha preparado especialmente para ele. Pegou as chaves do carro (um corcel) e me chamou.

    -Vamos?

    Era a senha para que eu pulasse da cadeira e corresse para a porta. Afinal, ele estava me chamando para ver um jogo do Náutico, pelo brasileirão. Já estava com o manto sagrado. A camisa com listras verticais, em vermelho e branco.

    Fomos para o estádio do Arruda – onde o Náutico chamava seus jogos, naquela época. No caminho, paramos o carro na casa de meu tio Horácio Fittipaldi (que morava na av. Santos Dumont) e fomos caminhando até o José do Rego Maciel.

    Naquele brasileirão, o timbu enfrentou um verdadeiro campeonato mineiro. Tinha jogado contra o Uberaba no Arruda (2 x 0), Vila Nova, no Mineirão (1 x 0), Uberlândia, em Uberlândia (1 x 1), Atlético, no Mineirão (0 x 2), América, no Arruda (4 x 0). Agora, seria a vez do Cruzeiro.

    O time azul vinha com nomes com Raul, Nelinho, Morais, Marcus, Berto, Flamarion, Paulo Luciano, Eli Mendes, Erivelton, Lívio e Joãozinho. Seu treinador era Zé Duarte. A partida seria apitada pelo árbitro carioca, Arnaldo César Coelho.

    Já o nosso Náutico, do técnico Duque, entraria em campo com Rui, Chico Fraga, Marião, Darci, Jorge Luiz, Drailton, Didi Duarte, Luiz Carlos, Campos, Parraga e Marquinhos. E, claro, com a tradicional camisa alvirrubra.

    Eu tinha levado uma bandeira. Grande. E agitava, saudando a equipe local. Em campo, confesso, tinha um jogador adversário que me chamava a atenção. Afinal, a copa do mundo na Argentina estava próxima e ele estava convocado para vestir a camisa 2 canarinha: Nelinho.

    Não me recordo o que começou primeiro. O jogo ou a chuva. Só sei que os dois foram inesquecíveis. Logo aos 10 minutos, o zagueiro Marião abriu o placar para nos. Os 7.745 presentes vibravam e pulavam nas arquibancadas quase vazias do “mundão”.

    A chuva era intensa. E naquela época, não havia onde se proteger, no estádio. Peguei o bandeirão e coloquei sobre mim e meu pai. Em poucos minutos o pano já estava totalmente molhado e peneirava água para cima da gente. Inevitável. As nossas roupas viraram partes integrantes do nosso corpo, dada a união entre ambos, provocada pela chuva.

    Mas quem estava ligando? Afinal, vencíamos o Cruzeiro de Nelinho e Raul. No intervalo, a torcida estava feliz com a vitória parcial. Mas, mal recomeçou o jogo e Nelinho empatou. Ducha de água fria? Não. De jeito algum. A ducha já caia do céu, em pleno inverno recifense.
    2 minutos depois do gol de empate, Drailton colocou o Náutico na frente, mais uma vez. 2 x 1 foi o placar final daquela partida. Simplesmente inesquecível. Tão inesquecível que me lembro que no time do Cruzeiro entrou um tal de Eli Carlos, no lugar de Paulo Luciano – coincidentemente.

    Voltamos para casa, satisfeitos com a vitória. Pesados com os litros d’água que carregávamos nas roupas. Mas, principalmente, voltamos para casa, carregando a lembrança de um bom jogo de futebol entre Náutico e Cruzeiro.

  7. 09/10/2007

    Perigosamente Juntos

    Não dá para negar. É adrenalina pura. Até o final do campeonato. Afinal de contas, quando é que vamos poder respirar aliviados?

    Caramba! Vencemos 6 vezes, nos últimos 7 jogos (Paraná, Botafogo, Goiás, Sport, Atlético-PR e Juventude) e, mesmo assim, a zona de rebaixamento insiste em ficar no nosso calcanhar. O Corinthians (primeiro time dentre os quatro fatídicos) tem 2 pontos a menos que o timbu.

    O Náutico que venceu no sábado, poderia ser deixado para trás, na tabela, nos jogos do domingo, por Inter, Figueirense, Atlético-PR e Goiás. Somente este último não conseguiu somar pontos suficientes para deixar o timbu atrás na tabela. Mas até Corinthians e Atlético-MG venceram seus jogos e se mantiveram – perigosamente – a 2 pontos do alvirrubro.

    Todavia, tudo isto significa que:

    O São Paulo praticamente levantou o título. Com 63 pontos ganhos, e com 24 em disputa, tem uma ampla vantagem sobre o Cruzeiro – que tem 11 pontos a menos. É uma questão de tempo para que Rogério Ceni erga o troféu brasileiro, pela quinta vez na história do tricolor paulista. Possivelmente, daqui a quatro rodadas – contra o América-RN, no Morumbi, o time de Muricy esteja fazendo a festa. Ou antes (Fluminense, Cruzeiro ou Sport).

    Cruzeiro, Santos, Palmeiras e Grêmio disputam 03 vagas para a libertadores. Apenas 1 vai sobrar. O Fluminense estaria nesta briga – mas já está com a vaga garantida (por causa da conquista da Copa do Brasil).

    E, do Sport até o Paraná, a briga é pela sulamericana e para não cair.

    A tendência, pelos resultados e adversários que terão pela frente, é que os rebaixados sejam Goiás, Paraná, Juventude e América-RN. Nada muito diferente do que se previa desde antes do começo da competição. Náutico, Sport, América-RN, Paraná, Juventude, Figueirense e Goiás eram apontados por todos como prováveis entre a lista dos rebaixados. E o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Inter e Grêmio favoritos ao título.

    Surpresa mesmo são o Internacional, Vasco, Botafogo nesta briga contra o rebaixamento. O Inter por ser o atual campeão mundial. Já os cariocas começaram muito bem a competição e foram despencando, no returno.

    Flamengo e Corinthians já entraram no certame com times apenas razoáveis e não causam qualquer espanto, pelas posições que ocupam. Todavia, poucos apostam no rebaixamento destes, pela tradição de sua camisa e força de suas torcidas. Por outro lado, o Atlético-MG surpreende negativamente. Mas, também, não se acredita que o clube mineiro desça logo depois de ter subido.

    Um campeonato até certo ponto previsível, mas emocionante – até o final.

    PS: Com o gancho de 02 jogos, Elicarlos é mais um que desfalca o Náutico contra o Cruzeiro. Agora são 6 atletas qie não enfrentam o time mineiro (Sidny, Toninho, Elicarlos, Daniel Paulista, Geraldo e Felipe).

  8. 08/10/2007

    Ídolos do passado

    Bizu, Baiano, Jorge Mendonça e Bita

  9. 06/10/2007

    Vitória de um elenco unido

    Não foi fácil! Apesar de 4 x 1 no placar e de 2 bolas no travessão e 1 na trave, o Juventude venceu caro a derrota, nos Aflitos. Com zagueiros altos e fortes, estava difícil para o segundo melhor ataque da competição vencer o goleiro Michel Alves.

    E o jogo começou nos vestiários. Quem disse que o Náutico estava desfalcado de Acosta? Ele estava nos vestiários alvirrubros. Para dar apoio aos companheiros. Aliás, não só ele. Mas o goleiro Eduardo, o zagueiro Onildo, Maurício, Jeancarlo, entre outros. Se alguns estavam suspensos ou contundidos, o reforço da união que existe neste grupo estava presente.

    Acosta fez de tudo para não ser reconhecido no caminho para os vestiários timbu. Colocou um boné de turista americano (daqueles sem aba). Mas não teve jeito. O nariz do gringo ficou aparecendo....

    Radamés queria jogar. O brilho nos olhos do garoto era intenso. Sabia que iria entrar no jogo. Mesmo com a escolha do técnico Roberto Fernandes em Ferreira, o ex-jogador do Juventude queria enfrentar seu ex-clube e mostrar o seu valor. Queria mostrar para o clube gaúcho, a utilidade que ele tem para o time – como o torcedor alvirrubro já está ciente.

    O Náutico, então, entrou com 3 atacantes (Marcelinho, Felipe e Ferreira). Geraldo sozinho no meio, fazendo a ligação entre defesa e ataque. E o monstro Elicarlos (que certamente irá ser convocado para uma seleção brasileira, quando estiver jogando pelo Cruzeiro, a partir de 2008) ao lado do incansável companheiro Daniel Paulista, à frente da zaga.

    Num dos primeiros lances de jogo, Sidny foi derrubado dentro da área. O juiz marcou a falta e apontou para a entrada da área. A torcida já se preparava para esculhambar o árbitro, quando ele viu que o assistente indicava que a falta tinha, de fato, sido dentro. E marcou pênalti. Evidentemente, gerou muitas reclamações dos jogadores da bela Serra Gaúcha.

    Sem Acosta, coube a Geraldo a incumbência da cobrança do penal. “Geraldo?????!!!!” espantou-se um torcedor ao meu lado. O guerreiro (e craque) alvirrubro pegou a bola e cobrou com perfeição.

    O Juventude partiu para cima. E o Náutico teve chances de matar o jogo em contra ataques e algumas falhas bisonhas, da defesa alviverde. Numa delas, Felipe roubou a bola e na linha de fundo em vez de chutar, cruzou para ninguém.

    Em outro cruzamento da direita, entretanto, Ferreira fez um gol que parou o estádio. De letra. Mandaram buscar uma placa na hora. Pode ver que na porta da sala de imprensa já tem com os seguintes dizeres: “Homenagem ao gol de letra do atacante Ferreira, contra o Juventude”. Simplesmente fantástico!

    O intervalo com 2 x 0 no placar dava uma falsa impressão que o segundo tempo seria tranqüilo. Principalmente com a entrada de Radamés, para povoar o meio – que já mostrava certa fragilidade. Qual o que! Meu amigo Abel já dizia que 2 x 0 é um placar mais perigoso que 1 x 0. “Ai, meu Deus! 2 x 0, não!!!!”. “Agora é que vou ficar nevorso!”.

    E não é que o jogo ficou perigoso mesmo.

    O Juventude martelou e chegou ao gol. Merecidamente, diga-se de passagem. Contudo, Felipe tocou para Geraldo, sozinho, para marcar na saída do goleiro Michel Alves. 3 x 1 já não era 2 x 0 e dava para relaxar.

    E continuamos a perder gols. Sidiny meteu no travessão. Assim como Felipe, que, sozinho, tirou do goleiro e viu a bola beijar o poste esquerdo do goleiro de Caxias do Sul. Mas o mesmo Felipe, depois de “enes” impedimentos, recebeu uma bola em condições e tocou com raiva para marcar o quarto gol timbu, selando a vitória e chegando aos 39 pontos (para se ter uma idéia, o Botafogo -que liderou a competição por um bom tempo- só está a uma vitória a nossa frente).

    A partir daí, quem estava pendurado foi levando cartão amarelo. Ficamos sem Toninho, Sidny, Daniel Paulista e Geraldo para o jogo contra o Cruzeiro. Mas, sinceramente, isto não é problema neste grupo. Afinal, teremos o próprio Radamés, como opção, Vagner Rosa, Vagner, Onildo, Marcelo Silva, Dejair, e a volta de Acosta ao time. Isto é o que se pode dizer do Náutico de hoje, depois de 6 vitórias, nos últimos 7 jogos. O Náutico não é um time e sim um grupo. Um grupo unido e empenhado em chegar bem mais longe do que todos esperavam. E estamos quase lá. Certamente, com a continuidade do trabalho, humildade e pés no chão, o Náutico fará uma campanha inesquecível.

  10. 04/10/2007

    Uma bela juventude

    Meu pai me disse que, assim que o pediatra me se segurou pelas pernas, ao sair do ventre de minha mãe, não precisou dar a tradicional palmada, para me ver chorar. Para espanto geral, comecei a fazer movimentos com o braço e ante-braço, num vai e vem – tipo 180/90º, com o punho cerrado e emitir um som silábico: “Enêêê”. “Aaaaaa”. “Uuuuuu”. “t”, “iiiiiii”. “c” e “ooooooo”, enquanto o braço se movia para cima e para baixo.

    Afinal, a primeira coisa que vi na vida foram os jalecos brancos dos médicos, misturados ao sangue de minha mãe, vermelho. E, desta forma, não podia emitir outro som, senão, aqueles. Quanto aos movimentos braçais eram espontâneos e acompanhavam o ritmo do som que saia naturalmente da minha boca puerperal.

    Evidentemente, a frauda era branca. E a roupa primeira roupa que vesti era vermelha e branca. A bandeira alvirrubra, à porta do quarto da maternidade, denunciava que ali nascera um torcedor do Náutico.

    O calor que fazia em Recife, naquele dia de junho, obrigava que meu pai abrisse a janela do quarto (que naquela época não tinha condicionador de ar). A árvore que crescera ao lado do hospital parecia que piscava os olhos para mim, pois podia ver nitidamente, um par de luzes vindo de seus galhos, naquela noite. Ameacei chorar (talvez até o tenha feito).

    Mas, quando meu pai identificou que o brilho que vinha da escuridão era um animal, me acalmei. E que este bicho era um timbu, foi como se fosse uma aparição. Era o primeiro timbu que via na vida. Justamente, no primeiro dia que vim ao mundo.

    O timbu parado. Olhando para mim. Quase sorrindo, como se dissesse: “Espera e verás. Te darei muitas emoções e alegrias na vida. Serás meu seguidor”. E simplesmente desapareceu. Parecia ter me abandonado. O choro, então, foi inevitável. E, acho, que não deixei meus pais dormirem, naquela noite....

    O tempo passou. O palacete da Rosa e Silva, sempre muito próximo onde eu morava, se tornou meu segundo lar. Cresci na sede alvirrubra. Vi o Náutico conquistar seis campeonatos seguidos. Nado, Bita, Lala. Salomão, Gena e tantos outros heróis do HEXA. Mas eu ainda era muito novo. Aquela nova palavra era muito difícil para mim. “Heeeexxxa!”. Uma palavra fantástica. Simplesmente incrível! Uma honra para poucos. Quase um palavrão para os rivais.

    Mas foi na minha juventude que passei a ter o Náutico como parte da família. Fazendo futebol na base timbu, com o professor Jonas (quando ainda se treinava no gramado dos Aflitos e se corria 20 voltas ao redor, na pista de areia). Tudo recompensado quando, ao final dos treinos físicos, fazíamos coletivo.

    Treinei natação com o professor Barradas (da equipe de Nikita). Salão (Atual futsal) com o professor Galindo. Basquete com Brasilino. Até remo, na rua Aurora (mesmo que, por apenas uma semana). E, claro, joguei muita pelada, nas quadras do Náutico. Ouvi algumas reclamações de Sr. Verçosa. Vi Lia, Zé Carlos e Chicão vibrarem com os gols do Náutico.

    Ao mesmo tempo, acompanhei várias equipes passarem pelos gramados alvirrubros. Algumas vitoriosas, como a de Jorge Mendonça, Vasconcelos, Beliato, Neneca, Dedeu e Paraguaio ou de Baiano, Ademir Lobo, Mazaroppi. Outras que, se não conquistaram títulos, pelo menos mostraram bom futebol, com Marquinhos, Fedato, Toninho Vanusa, Didi Duarte, Carlos Alberto baixinho, Lourival. Porto, Silvinho, Sivaldo. Pinheirense, Jonas, Dimas, Douglas, e tantos outros. Depois, quando eu já não era tão jovem, vieram Bizu, Mirandinha, Robson, Cafezinho, Jacaré, Lindomar, Adriano, Adilson (e seu gol do meio da rua), Sangaletti, Kuki, Nilson, Felipe, Netinho, Geraldo e Acosta.

    Foi assim que vivi minha juventude. No Náutico. Com muitas alegrias. Algumas tristezas. Muitas emoções. Mas, certamente, bem vivida. Por isto, quando falo nela, só me vêm a mente boas e saudosas lembranças.

    N-A-U-T-I-C-O! N-A-U-T-I-C-O! N-A-U-T-I-C-O! NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!

Milton Neto, pernambucano, 44 anos, casado. Advogado há 20 anos, trabalhou nos jurídicos dos Bancos Banorte (em Recife) e HSBC (em Curitiba), além de alguns escritórios, como Macedo, Braz, Renzetti & Worm, no Paraná. Pós graduado em Gestão em Direito Empresarial (com marketing esportivo).

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