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  1. 16/09/2007

  2. 15/09/2007

    Bonamigo e o bom amigo.
    Eu até tinha uma esperança na vitória do alvirrubro sobre o time esmeraldino, de Goiás. Afinal, a característica da equipe de Roberto Fernandes tem sido a de um visitante indigesto.

    Nada demais se vencesse mais uma, somando 5 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, em 10 partidas longe de casa, sob o comando do treinador mais torcedor em atividade que existe. 56% de aproveitamento!

    Seria o 5º colocado, se levássemos em consideração apenas os resultados do segundo turno. Apenas o São Paulo, Cruzeiro, Fluminense e Santos têm uma campanha melhor que o timbu no returno.

    Com 30 pontos, apenas 16 nos separa da permanência na primeira divisão, em 2008. Ou 5 vitórias e 1 empate nos próximos 12 jogos. Tem que conquistar 44% dos pontos que ainda tem em disputa.

    Sport, Atlético-PR, Juventude, Corinthians, Santos, América-RN e Flamengo, nos Aflitos (7 partidas) e Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, Fluminense e Figueirense (5 jogos) fora de casa.

    Paulo Bonamigo fez o que pode. Colocou uma equipe bastante ofensiva e com peças bem conhecidas do torcedor brasileiro: Paulo Baier, Maurinho, Rinaldo e Fabrício Carvalho (além do goleiro Harlei e do zagueiro Leonardo). Um time muito bom.

    Mas o que se viu em campo foi o time do meu bom amigo Roberto Fernandes superar a qualidade individual do Goiás, com muita determinação e (por que não?) uma boa dose de qualidade.

    Acosta, cada vez mais atacante e ídolo alvirrubro, marcou o primeiro gol de pênalti. A jogada da penalidade máxima ocorreu quando o uruguaio deu um passe para Geraldo, que foi derrubado na área por Cleber Gaúcho. 1 x 0 para desespero do Bonamigo – que teve que abrir ainda mais o time, em busca do resultado.

    E se Baier nem sempre é bom, melhor para o Náutico, que o Goiás segue o rendimento do seu jogador mais famoso da atualidade. E quase chega no segundo gol, ainda na etapa inicial. Marcelinho passou pelo goleiro Harlei e tocou para o zagueiro tirar com o braço. Seria pênalti. Seria mais um gol de Acosta. Mas o juiz não marcou.

    O 14º gol do gringo ficou para a etapa complementar. Num contra ataque, onde Marcelinho chutou em Harlei duas vezes antes de tentar o cruzamento. Acosta de cabeça meteu para as redes o seu segundo gol na partida - ficando 3 gols apenas de Josiel (do Paraná).

    Para fechar o placar, Geraldo ficou cara a cara com o goleiro e 02 zagueiros. Parou. Olhou para a torcida alvirrubra de Brasília, Goiás e cidades satélites, reconheceu alguns torcedores de Recife e, quando viu que 02 jogadores goianos estavam no chão, tocou para marcar o terceiro gol timbu, no Serra Dourada. Um belo gol.

    Antes do apito final e da estréia de Serginho Baiano (que entrou no lugar do artilheiro estrangeiro), Acosta, Marcelinho e Sidny ainda perderam mais oportunidades de ampliar o placar.

    O Náutico que nunca tinha vencido o Goiás, no campo goiano, pode devolver a primeira derrota sofrida no caldeirão dos Aflitos, nesta competição. E com um gol de juros (em Recife foi 0 x 2).

    3 x 0 para o Náutico. De branco. Quarto jogo seguido com a camisa branca. Quatro jogos sem perder na competição. 12 gols em 4 jogos. E a defesa sofreu apenas 4. É quase como se estivéssemos vencendo os 4 últimos jogos por 3 x 1, cada um.

    Pés no chão. Ainda estamos na zona de rebaixamento. Ainda faltam pontos. E ainda faltam, pelo menos 5 vitórias. Mas, sem dúvida, depois das quatro ultimas partidas, dá para acreditar que o time melhorou e que podemos brigar para ficar entre os 16 melhores. Graças aos esquemas do meu bom amigo Roberto Fernandes.

  3. 14/09/2007

    O Náutico matou TAIS

    Não podia ser diferente. Afinal, depois de empatar com o campeão mundial, Internacional, em 1 x 1, nos Aflitos. Vencer o Paraná, em Curitiba por 4 x 2. E de golear o Botafogo, por 4 x 1, com 4 gols de Acosta, o TAIS (Torcedor Alvirrubro Insatisfeito e Solitário) morreu.

    Morreu não! Foi assassinado pelos bons resultados e, mais ainda, pelo bom futebol apresentado pela equipe de Roberto Fernandes.

    Muitos são suspeitos. Mas ninguém assume.

    O principal indiciado é o próprio treinador. Com 43,13% de aproveitamento (51,85% fora de casa), com 22 pontos conquistados em 17 jogos, faz uma campanha muito melhor que seu antecessor PC Gusmão (aproveitamento de 20,83%), com 5 pontos em 8 jogos. E se PC tinha 0% de aproveitamento fora de casa, RF vem disparado como um dos visitantes mais incômodos. Apenas nos jogos em casa é que o atual “professor” alvirrubro está devendo, com 33,33% contra 41,66%. Mas todos acreditam que estes números serão invertidos. Afinal, teremos jogos contra América-RN, Juventude, Atlético-PR, Corinthians, Sport e Flamengo nos Aflitos.

    Todavia, não é apenas o treinador que é acusado de matar TAIS.

    Acosta com 12 tiros certeiros, sem dúvida alguma, não irá passar desapercebido. Incendiou o caldeirão contra o Botafogo. E foi cruel. Muito cruel, ao empurrar a gordinha bem devagar, para o fundo das redes de Max.

    E temos mais suspeitos. Geraldo vem costurando os adversários, como se fosse um “Jack, o estripador”. Eduardo, Sidny, Elicarlos, Daniel Paulista. Radamés e Marcelinho. Todos tem motivos para matar TAIS. Afinal, eles vêm detonando em campo.

    Isto não significa que Toninho, Vagner, Everaldo, Onildo, Julio César, Hamilton, Tales, Vagner Rosa, Ferreira e Marcelo Silva estejam fora da lista de suspeitos. Estes são perigosíssimos pois fazem seu papel sem que todos vejam o que fizeram. E fazem com perfeição.

    Fabiano, Rodolpho, Rafael, Deleu, Breno, Ricardinho, Felipe, Almir, Maurício e Tiago também não estão livres de serem responsáveis pelo assassinato do TAIS. Assim como os que nem no local do crime estiveram: Serginho Baiano, Djair e Jajá mal chegaram e já são suspeitos.

    Até o roupeiro Araponga tem sua participação neste assassinato. Afinal, foi depois que o timbu passou a usar a camisa branca que passou a não perder na competição (Inter, Paraná e Botafogo).

    Sim, todos suspeitos. Todos culpados. TAIS morreu. Mas nasceu PAULA (Povo Alvirrubro Unido na Luta dos Aflitos).

  4. 14/09/2007

    Caldeirão sim senhor!

    É usual chamar de caldeirão, no futebol, o estádio onde a torcida acompanha (e incentiva) sua equipe, muito próxima ao jogo. Onde, do alambrado, que divide o astro da partida e o mero expectador, quase se tocam.

    O caldeirão mais conhecido e temido é o do Boca Juniors, de Buenos Ayres. La Bombonera é famoso pela pressão que o time visitante sofre, pela torcida, que, quase bate o escanteio com os seus atacantes. Que só falta cobrar os laterais com suas próprias mãos.

    No Brasil, a Arena da Baixada, a Vila Belmiro e São Januário são exemplos de caldeirões, face as suas dimensões e proximidade da torcida do campo de jogo. E, assim é, nos Aflitos. Com capacidade para 20 mil pessoas, o estádio Eládio de Barros Carvalho, depois de sua reforma, deixou o torcedor cada vez mais próximo dos jogadores.

    Em 2006, por exemplo, no campeonato brasileiro da segunda divisão, foram 19 jogos no caldeirão e 16 vitórias, com apenas 1 derrota (para o Vila Nova, no começo da disputa). Um incentivo do começo ao fim da partida e o “cheiro no cangote” o tempo todo.

    Estádios como o Arruda, Maracanã, Morumbi, Mineirão, Beira Rio, Olímpico levam muito mais torcedores ao campo. Tem grande vibração – mas não se pode dizer que são caldeirões, justamente pela distância que separa a torcida dos times.

    O caldeirão e sua proximidade também atrapalha. Como neste ano, onde o Náutico sofreu pressão de sua própria torcida. Kuki de ídolo passou a ser criticado e terminou fazendo as malas para o bairro vizinho. E, alguns jogos foram perdidos pela cobrança da exigente torcida, que deixava nervosos os atletas.

    Mas bastou o Botafogo jogar no caldeirão, que incendiou a torcida. Era o tempero que faltava. O time embalou e o caldeirão, que estava frio, pegou fogo.


  5. 14/09/2007

    A origem do timbu e dos Aflitos.

    Alguns alvirrubros ainda questionam sobre a origem do nosso mascote. O timbu é um bicho que se parece um rato grande. Cumprido e dizem, chegado a uma carraspana. Num jogo do Náutico, num dia frio, os jogadores alvirrubros tomaram algumas doses de Cinzano, no intervalo do jogo, para espantar o frio.

    Assim, foram apelidados pelos torcedores adversários de timbus. A onda pegou e o Náutico adotou o mascote – que hoje é símbolo de glórias do clube.

    Já o estádio dos Aflitos tem origem no bairro onde se localiza o estádio (e a sede do Clube), do mesmo nome. Bairro que, por sua vez, tem origem por causa da igrejinha situada logo depois do cruzamento da Rua Amélia com a Av. Rosa e Silva: a capela de Nossa Senhora dos Aflitos.

  6. 14/09/2007

    O amor nem sempre é cego

    No domingo passado, o Brasil fez um amistoso contra os EUA. Jogo às 17h, com televisionamento. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e cia. A mulher preparou uns salgadinhos, ligou a TV, mas.... era dia de jogo do timbu. Duas horas depois, estaria jogando nos Aflitos, contra o Botafogo.

    Alguma dúvida, entre ver, na TV, a seleção brasileira de Dunga e o time de Roberto Fernandes, ao vivo, no caldeirão dos Aflitos? Eu não tinha e já estava pronto para atravessar a Av. Rosa e Silva, em direção ao Eládio de Barros Carvalho.

    Afinal, meu amigo, prefiro ver Vagner Rosa jogar a Vagner Love perder gols. E Acosta vale mais que toda uma seleção do Uruguai. Evidentemente, não temos craques como Kaká, Ronaldinho Gaúcho ou Robinho. Mas a equipe alvirrubra não tem feito feio – mesmo quando perde – pelo menos, não nos últimos jogos (jogamos bem contra o Vasco e só perdemos para o São Paulo, quando Acosta foi expulso).

    E se o Brasil meteu 4 x 2 nos americanos, o Náutico também fez 4 gols, nos cariocas. Não há como comparar uma equipe com a outra. Longe disto, mas, para um torcedor alvirrubro, autêntico, vale muito mais ver o seu time de coração jogando que alguns canarinhos voando.

  7. 12/09/2007

    E viva o branco!

    Desde que o timbu passou a entrar em campo com a camisa branca, não perdeu mais! Internacional, Paraná e Botafogo que o digam.

    A camisa que era sinônimo de derrota, na serie B, virou presságio de bons resultados na primeira divisão - além de ser belíssima.

    Ainda bem que o Goias joga de verde....

  8. 10/09/2007

    O caldeirão pegou fogo!

    Acosta! Acosta! Acosta! Acosta!

    Foram necessários quatro gols do uruguaio para o caldeirão incendiar de vez! Que Chico Explosão, que nada! O nome é Betito Acosta! E veste a 25 – que ninguém mais encontra na lojinha alvirrubra, para vender. Eu até que tentei, mas é mais fácil encontrar uma camisa da celeste que a vermelha e branca, com o número 25.

    E, de quebra, enfim, um time pernambucano venceu um carioca, na serie A, em 2007. E que vitória! 4 x 1, com sabor de “quero mais”. E até cabia. Marcelinho preferiu seguir sozinho, num contra ataque rápido, quando Geraldo e Acosta seguiam sem marcação no meio. Foi desarmado, e se perdeu um gol fácil. Da mesma forma, Geraldo sozinho, tocou por cima do goleiro e a bola caprichosamente passou perto da trave – mesmo com o camisa 10 correndo para empurrar para o caminho certo. Seria antológico!

    O Botafogo abriu o placar com menos de 5 minutos. A torcida, no estádio, ainda comemorava um gol de outro alvirrubro. E a defesa falhou num lance de bola parada. Ah, essas tais de bolas paradas.... só devia valer bolas rolando contra o Náutico – dificilmente sofremos gols assim.

    E o juiz deixou de dar um pênalti no uruguaio. Parecia que tudo ia se repetir e o caldeirão dos Aflitos seria, mais uma vez, nosso tormento. Mas, de repente, Betito resolveu jogar. Talvez tenham lembrado que nesta semana ele será julgado e pode ser que só volte para o campo daqui a algumas partidas. Então, deve ter pensado: “Entonce, vou a la jogar por todas”.

    E como jogou, o gringo!

    Marcou de cabeça o gol de empate. E depois já estava na área alvinegra para levar um chute por trás, na hora que ia crizar a bola. Pênalti! O próprio Acosta bateu e a torcida viu im gol no mínimo estranho. Um garoto ao meu lado dizia que era um “frango de pênalti”. Coisa inacreditável. A bola passou por baixo de Max, depois que ele defendeu. Era a virada da equipe de Recife.

    Para melhorar, Jorge Henrique entrou de forma violenta em Acosta. Cartão vermelho para o camisa 9 – que já vestiu o manto alvirrubro. E a torcida gritou pelo seu nome: “ Jorge Henrique! Jorge Henrique!”. Ufa! O Botafogo que liderou o campeonato por várias rodadas. O Botafogo de Dodô, Zé Roberto, Lucio Flávio estava sem uma peça importante em campo.

    Com um homem a mais era só sair nos contra ataques, na base da velocidade de Marcelinho e Acosta. Com Geraldo no meio. Afinal, o Botafogo tinha que sair para o jogo. E não deu outra. Num contra ataque surgiu um escanteio. E na cobrança, Acosta foi deslocado no ar: Pênalti!

    Desta vez, Betito bateu do jeito que sempre cobrou no Peñarol: com um leve toque por cima do goleiro – que já tinha se jogado. Era o terceiro gol do Náutico e o terceiro de Acosta.

    A vitória se desenhava e o Náutico seguia perdendo chances em velozes contra ataques. O caldeirão incendiava. Tinham botado fogo nele, sem duvida alguma! Acosta virou incendiário com seus gols e suas jogadas. E o time seguia na crescente, desde o gol de empate contra o Internacional, há duas rodadas atrás. Julio César foi até a linha de fundo e cruzou para Acosta matar o jogo e dar números finais a partida. 4 x 1. Esqueçam Chico Explosão – que marcou 3 vezes contra outro carioca, em outro brasileirão. Agora, a história timbu tem outro nome a ser registrado.

    Se vencermos o Goiás e o Atlético-PR e o Flamengo não conseguirem derrotar Palmeiras e Vasco (respectivamente), sairemos da zona de rebaixamento. Nada impossível de acontecer. Afinal, o time vem jogando bem. E as vitórias estão, finalmente surgindo. Fora de casa e, também, no caldeirão. Um caldeirão que pegou fogo de vez!

  9. 08/09/2007

    Ferreira é o cara!

    Com ele em campo, o Náutico tem 66% de aproveitamento. Sim, porque nos 8 jogos que disputou com a camisa alvirrubra, Ferreira venceu 5 vezes, empatou 1 e perdeu em apenas 2 ocasiões. Mesmo sem ter dado um chute a gol, o time, com ele, fez 20 e sofreu 14. Sem dúvida, um cara importante para tirar o timbu da zona de rebaixamento.

    Há números interessantes nesta trajetória alvirrubra, na primeira divisão.

    Vamos começar com a quantidade de jogadores que vestiram o manto vermelho branco. Foram 39 até o momento (que entraram em campo). 10 deles já deixaram o clube. O atleta que mais colocou a camisa vermelha e branca foi Elicarlos (22 jogos) e quem menos vestiu foram Tiago Laranjeiras e Almir Sergipe (1 partida).

    Também é de Elicarlos o maior número de pontos – mas, ao lado de Sidny: 23 pontos conquistados. Acosta, soma 19. Daniel Paulista 18 e Eduardo 17. Almir Sergipe com apenas 1 partida, é o único que não somou pontos para o timbu. Baiano, Marquinhos e Everaldo só fizeram 1 ponto.

    Quem mais venceu foram Sidny e Elicarlos. Estiveram em campo, nas 6 vezes que o Náutico somou 03 pontos na competição. Eduardo, Acosta, Daniel Paulista e Ferreira só não estiveram em 1 delas. Por outro lado, Elicarlos esteve nas 11 derrotas sofridas pelo alvirrubro. Acosta e Marcelinho em 10.

    Em termos de cartões amarelos, Toninho foi o mais amarelado: 8 vezes. Daniel Paulista e Hamilton tem 7. O timbu tomou 70 cartões amarelos ao todo. Acosta foi expulso 3 vezes. Allysson e Cris outras 2. E a equipe alvirrubra teve 12 jogadores excluídos dos 24 jogos que disputou.

    Acosta é o artilheiro do time com 8 gols. Felipe tem 5. Sidny marcou 3 vezes. Hamilton, Tales, Marcelinho e Marcel 2 vezes. Julio César, Elicarlos, Geraldo, Ferreira, Marcelo Silva e Cris, uma vez. Eduardo sofreu 21 gols. Fabiano 13, Rodolpho 7 e Gleguer 6.

    Em termos de aproveitamento, Ferreira, como já visto é o que tem melhor aproveitamento, com 66% dos pontos disputados. Mas é Tiago Laranjeiras, com 1 jogo e 100% de aproveitamento (contra o América-RN) que seria o detentor do “título” de melhor aproveitamento, em termos relativos – assim como Valença, com 50% em 02 jogos. Eduardo (47%) e Radamés e Julio Cesar, com 44% chegam logo depois.

    Esses são os números do timbu. Tem tudo para melhorar. Ficamos na torcida. E que todos sejam “o cara”!

  10. 07/09/2007

    Os confrontos diretos: 4 pontos contra o Paraná.

    O técnico Roberto Fernandes deixou bem claro: os adversários do Náutico, na competição são aqueles que estão brigando para não serem rebaixados e não os que brigam por título, como São Paulo e Vasco, por exemplo.

    Assim, nesta linha de raciocínio, os adversários do timbu são:

    América-RN: Com 10 pontos, o dragão dificilmente escapa da degola. No confronto direto com o timbu, perdeu em casa por 1 x 5 e vem para Recife, jogar nos Aflitos, possivelmente já com o rebaixamento consolidado. O Náutico tem a obrigação de fazer 06 pontos nos dois confrontos. Mas, vale a pena torcer pelo alvirrubro potiguar nos outros jogos – especialmente domingo que vem.

    Juventude: O time gaúcho vem reagindo e já chegou a 26 pontos, depois de 3 vitórias seguidas (duas na serra gaúcha, contra Goiás e Cruzeiro). Era tudo que não podia acontecer agora. Tem 2 pontos a frente do timbu e pode ser ultrapassado, se perder para o Santos, na Vila Belmiro e o alvirrubro vencer o Botafogo, nos Aflitos. No confronto direto, tem um empate, em Caxias, com o timbu. Vai jogar em Recife e o Náutico tem que fazer 4 pontos nesse confronto.

    Paraná: Vem caindo a cada rodada. Perdeu por goleada os 2 últimos jogos. Venceu apenas 1 jogo (contra o Juventude, em Curitiba), nas ultimas 11 partidas. Começou muito bem no certame (chegando a liderar). Mas depois que venceu o Sport, jogou 17 vezes e só venceu em 3 oportunidades. O timbu, com a vitória sobre a equipe paranista, somou 4 pontos no confronto e marcou 8 gols nos 02 jogos. Ainda tem 4 pontos na frente do alvirrubro, mas se perder para o Corinthians (e o Náutico vencer o Botafogo), a diferença fica em 1 ponto.

    Figueirense: Com a demissão de Mario Sergio o tiro pode sair pela culatra. Afinal, o técnico foi o grande responsável pela excelente campanha na Copa do Brasil (onde a equipe de Floripa foi vice-campeã). Só venceu 2 vezes (um deles o América-RN, no Orlando Scarpelli) nas 13 ultimas partidas. Assim como o Paraná, tem 28 pontos, mas está fora da zona de rebaixamento, por conta do saldo de gols. Se perder para o Atléitco-MG (e o Náutico vencer o Botafogo) fica apenas 1 ponto na frente do timbu. No confronto direto já perdeu uma partida: 4 x 2 para os pernambucanos, nos Aflitos.

    Atlético-PR: Depois de vim muito mal, encontrou um melhor futebol. E até Netinho voltou a marcar e dar cambalhota. Chegou aos 29 pontos e dista 5 pontos do timbu. Pega o Fluminense no Maracanã e uma derrota pode deixar a apenas 2 pontos do alvirrubro. No confronto direto, o Náutico empatou na Arena (na estréia de Roberto Fernandes). :Jogará nos Aflitos.

    Flamengo: Com 29 pontos e ainda com 2 jogos a menos (Cruzeiro e Vasco), a equipe carioca tem tudo para repetir o Corinthians (que saiu da zona de rebaixamento direto para a disputa da sul americana). Joga contra o Internacional, em Porto Alegre e se perder, poderá ficar apenas a 2 pontos do Náutico. No confronto direto levou vantagem, ao vencer o timbu, no Maracanã, por 2 x 1. Jogará no Eládio de Barros Carvalho. Mas fica a torcida para que não venha precisando do resultado, pois será o último jogo dos dois na serie A, em 2007.

    Sport, Inter, Atlético-MG estão com 32 pontos e, respectivamente, na 13ª, 12ª e 11ª colocações. Se não somarem pontos, poderão ser alcançados pelo Náutico, já daqui a 3 rodadas (se o timbu vencer as 3 partidas que terá pela frente). Com um detalhe: Se o Náutico vencer Botafogo e Goias, chegará a 30 pontos. E se o Sport perder para Amércia-RN e Paraná, se manterá com 32 pontos. E, haja motivação para o clássico nos Aflitos, depois destas duas próximas rodadas.....sem duvida alguma, um confronto mais do que direto!






Milton Neto, pernambucano, 44 anos, casado. Advogado há 20 anos, trabalhou nos jurídicos dos Bancos Banorte (em Recife) e HSBC (em Curitiba), além de alguns escritórios, como Macedo, Braz, Renzetti & Worm, no Paraná. Pós graduado em Gestão em Direito Empresarial (com marketing esportivo).

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