Todo respeito ao Paraná
Em 2002, meu amigo curitibano, Marcello, me convidou para ir a um jogo entre Paraná x Coritiba, pelo estadual. A partida seria no Pinheirão. Antes, porém, fomos até a Vila Capanema, onde a equipe paranista estava concentrada.
Lá pude ver a preleção de Caio Junior com os atletas. Um palestrante, de cabelos brancos, falava sobre o poder das cores. E quais as cores que cada jogador tinha para aquele jogo (e conseqüente qualidade para o dia do jogo). Se o Caio Junior levou em consideração tais elementos “extra campo” eu não sei. Renaldo, Marquinhos e Argeu estavam escalados.
O movimento era intenso. Acompanhamos o palestrante e seu auxiliar, para as cadeiras. E lá assistimos ao jogo – torcendo, evidentemente, pelo tricolor paranaense. “Meu Paraná, meu tricolor” era entoado pela torcida local, presente ao Pinheirão.
Fui para o jogo com uma camisa do Náutico (meu time de coração) e torci pela vitória paranista, dos meus amigos Marcello, Flávia, Jair, Natalina e Zé Maria – que trabalharam comigo, em Curitiba. Afinal, em muito Paraná e Náutico se assemelham. São a terceira maior torcida (em termos de tamanho), nos seus respectivos estados – mas superam os adversários na vibração. A Vila Capanema lembra muito os Aflitos em suas dimensões. Ambos têm o vermelho e o branco na camisa (o Paraná tem uma cor a mais – o azul). E até o patrocinador, quando de minha chegada a capital paranaense era o mesmo no dois times, na época. E, todos os torcedores que conheci do Paraná eram muito simpáticos e receptivos. Era praticamente impossível não simpatizar pelo clube paranista.
Naquele jogo, porém, infelizmente, o Coxa venceu, por 1 x 0 (gol de Marcel). Ao final, fomos aos vestiários, passando por dentro de campo, onde no ano seguinte eu veria a seleção brasileira com Ronaldo “fenômeno”, Kaká e cia empataria com o Uruguai (com Acosta no banco). Caio Junior dava uma entrevista, cercado por repórteres, numa sala do outro lado do corredor que estava lotado de jornalistas.
Esta experiência que tive em relação ao Paraná, me fez, de alguma forma, simpatizar pelo clube que teve origem no Colorado (que era a equipe para quem eu tinha preferência no Paraná) e Pinheiros. Morei na Presidente Kennedy, próximo a uma das sedes paranistas.
Neste campeonato brasileiro, na partida de ida, em Recife, o Paraná veio forte e impôs 3 x 0 logo de cara. Já estava me conformando com a derrota, quando o alvirrubro diminuiu para 3 x 2. Mas, quando tomamos o 4o gol, mais uma vez, pensei que tudo estava perdido. Acosta me surpreendeu com mais 02 gols. Foi um grande jogo, disputado até o final. E, no dia seguinte, troquei e-mails com meus amigos paranistas, com trocas de elogios.
O Paraná começou muito bem o campeonato, com Josiel disparado na artilharia. Parecia até que brigaria pela vaga na Libertadores (mais uma vez). Todavia, inexplicavelmente, de um tempo para cá, começou a despencar na tabela e entrou na briga contra o rebaixamento, trocando de treinador mais de uma vez.
No meu modesto entendimento, como torcedor que sou, Náutico e Paraná têm condições de superar adversários diretos na luta contra o rebaixamento. Até pelo que fizeram no jogo de Recife. Uma partida, sem dúvida alguma, memorável. Não merecem ser rebaixados. Há, sem dúvida, equipes menos qualificadas, na competição.
Tenho certeza, que, ao final da competição, voltarei a trocar e-mails com meus amigos tricolores, comemorando a permanência de ambos na serie A, em 2008. Com todo o respeito que tenho pelo Paraná e seus torcedores, que sempre me receberam bem, aproveito para mandar um abraço aos amigos Marcello, Flávia, Jair, Natalina e Zé Maria. E que, no embate da próxima quinta-feira possamos ter um grande jogo.
Branco de luta.
Radamés(Inter), Onildo (Vasco), Acosta (São Paulo), Deleu (Flamengo), Ferreira (Santos), Allyson (Juventude), Acosta e Baiano (Sport), Cris (Botafogo), Acosta (Paraná), Allyson (Inter) e Cris (Atlético-MG). 12 expulsões em 23 jogos. 1 a menos a cada 2 jogos.
Isto sem falar nos cartões amarelos. Radamés tomou 5 em 7 partidas que disputou. Elicarlos e Daniel Paulista não puderam entrar contra o Inter porque estavam cumprindo suspensão automática, pelo terceiro amarelo.Hamilton já cumpriu duas suspensões e já tem um amarelo, na terceira série. Sidny está pendurado. Assim como Onildo (que não jogou contra o Inter, por está suspenso, pelo cartão vermelho que tomou, contra o Vasco). Tales também está pendurado, assim como Ferreira.
Motivos à parte, o problema é que as expulsões prejudicaram o time, em pelo menos, 02 jogos recentes. Ao ser expulso, contra o Inter, Radamés repetiu Acosta, contra o São Paulo e deixou seus companheiros numa situação bastante delicada, contra um campeão mundial.
Todavia, ao contrário do jogo do Morumbi, quando o gol da equipe adversária (logo depois da expulsão) desestabilizou a equipe, contra o Inter, foi um gol perdido que deu alma nova aos alvirrubros.
Quando tudo se encaminhava para uma repetição do jogo contra o tricolor paulista (com detalhes idênticos, como a expulsão, o gol em seguida e a marcação de um pênalti que poderia significar o segundo tento dos adversários), tudo mudou, quando Cristian chutou para fora a grande chance de liquidar a partida.
A perda do pênalti levantou o estádio, que passou a jogar com o time (até então estavam em silêncio). E a equipe de Roberto Fernandes reagiu. Buscou forças de onde não tinha e foi para cima dos colorados.
Sidny e Geraldo eram os mais lúcidos. Acosta já demonstrava cansaço pelo esforço de jogarmos com 1 a menos. Mas justamente numa jogada em que Geraldo puxou a marcação, o ala direito ganhou espaço e driblou 02 jogadores gaúchos, ficando em posição de chutar, na entrada da área. Ignorando a melhor colocação de Geraldo (que acenava como um louco, pedindo a bola pela direita), Sidny chutou, de bico, com o pé direito, no canto de Clemer. Era o improvável acontecendo: Gol do Náutico!!!
E o time cresceu. Foi para cima. Com a entrada de Tales (no lugar de Julio César), Marcelinho (no de Vagner) e Hamilton (no de Ferreira), a equipe ganhou um pouco mais de fôlego e, ao mesmo tempo, cobriu os buracos que eram abertos com as substituições (por causa do homem a menos).
Marcelinho, que vem jogando bem quando tem entrado, infernizou a defesa gaúcha. Hamilton com fôlego, puxava os contra ataques, na ala esquerda. E Clemer fez uma grande defesa, num chute de Tales, batendo uma falta com endereço certo. Mesmo assim, o colorado ainda era perigoso com Alex na esquerda e Pinga na criação. Por sinal, Eduardo fez uma defesa fantástica, num chute do meia adversário.
Mas o time (todo de branco, contra o Inter de vermelho) estava exausto, pelo esforço de jogar com um a menos, contra uma boa equipe, como o Inter (que venceu o Sport por 5 x 1 na mesma cidade do Recife). O empate acabou sendo justo. E heróico para o Náutico, dada as circunstâncias da partida. Como o Inter não é um dos adversários diretos, na luta contra o rebaixamento, podemos dizer que ganhamos 1 ponto (mesmo tendo jogado em casa).
Nesta mesma tese, o jogo contra o Paraná será o “jogo da vida” para esta equipe – mesmo sendo fora de casa. O 4 x 4 do primeiro turno já mostrou como será uma partida difícil, mas que o Náutico não pode se dar ao luxo de perder, de jeito nenhum, para poder começar a sair da zona de rebaixamento. De preferência, com 11 em campo.
Hora de acreditar!
Você perdeu as esperanças? Não acredita mais na permanência do Náutico na primeira divisão, em 2008? Já jogou a toalha, mesmo com 16 jogos a serem disputados? Então, vamos conversar um pouco.
Sabia que os matemáticos e estatísticos consideram que, com aproveitamento entre 37% e 41% (ou algo em torno de 43 e 46 pontos) uma equipe está livre da segunda divisão. Isto porque o Palmeiras (16º colocado em 2006) escapou da degola com 44 pontos (38,59% de aproveitamento), num campeonato com 20 competidores, a Ponte Preta (18ª colocada em 2005) também não foi rebaixada, com 51 pontos (40,47% de aproveitamento), quando a competição tinha 22 participantes, o Botafogo (20º lugar em 2004) ficou na serie A, com 51 pontos (36,95%), com 24 equipes e o Grêmio (20º colocado em 2003) também permaneceu na primeira divisão com 50 pontos (36,23%)?
Então, para se chegar a 43 pontos serão necessárias 7 vitórias e 2 empates. 44 pontos: 8 vitórias. 45: 8 vitórias e 1 empate. E 46 pontos: 8 vitórias e 2 empates. Teremos 48 pontos (16 jogos) para disputar estes 23 ou 26 pontos que nos restam.
Sabia que dos 09 jogos que faremos nos Aflitos, enfrentaremos, na nossa casa, o América-RN, o Juventude e o Atlético-PR (justamente os times que nos acompanham na zona de rebaixamento)? Dá para acreditar na vitória sobre estes 03, não dá?
Sabia que os jogos contra Corinthians e Flamengo (02 clubes de maiores torcidas no Brasil e equipes que são as mais próximas da zona de rebaixamento) serão no nosso campo? Também dá para pensar nos 03 pontos contra cada uma delas (principalmente levando-se em conta que vencemos os paulistas em São Paulo), não acha?
É lógico que você sabia que o clássico contra o Sport será no Eládio de Barros Carvalho, não é? E, evidentemente, você sabe que num jogo deste não existe favorito. E que a vitória é algo que se pode conseguir, independentemente de quem esteja melhor no campeonato, certo?
Se vencermos estes 6 jogos (todos nos Aflitos) – o que não é improvável, faltam apenas 1 ou 2 vitórias para atingirmos nossa meta (permanecer na primeira divisão). E ainda teremos 03 jogos nos Aflitos. O primeiro deles é contra o Internacional. Campeão do mundo de 2006. Mas, já sem Pato, e com desfalques como Fernandão e Iarley. Time difícil (goleou o Sport na ilha), mas imprevisível (foi goleado pelo Fluminense no Beira Rio).
Por isto, mais do que nunca, o estádio dos Aflitos tem que voltar a ser o caldeirão de 2006. Um lugar onde o Náutico venceu 16 dos 19 jogos que disputou, pela segunda divisão. Tem que ser o lugar onde vencemos o São Paulo (este mesmo – que está liderando com folga o atual campeonato). E, para tanto, precisamos que a torcida apóie o tempo todo. Os 90 minutos. Incentive o tempo todo. Afinal, já mostramos ao Brasil que podemos fazer isto. E vamos fazer. Vamos voltar a incendiar o caldeirão! Os Aflitos será a bombonera pernambucana novamente.
Ainda teremos o Botafogo e o Santos nos Aflitos e podemos pensar em vitórias contra o Figueirense e Paraná, fora. E por que não arrancarmos pontos de Goiás, Palmeiras e Fluminense, nas suas casas? Infelizmente, considero Grêmio e Cruzeiro adversários quase imbatíveis em Porto Alegre e Belo Horizonte.
Evidentemente que não será uma tarefa fácil, diante de tantos adversários qualificados e das limitações da equipe de Roberto Fernandes. Mas, convenhamos, não será impossível vencer 7 vezes (dos 9 jogos) em casa e mais 01 fora (dos 7 jogos). É uma questão de atitude e luta. De todos. De sermos alvirrubros. Principalmente em casa. Afinal, basta apoiar e empurrar o Náutico para a vitória. Jogar com os jogadores. E nunca contra eles. Vamos incentivar e vencer juntos. Afinal, somos todos alvirrubros e temos condições de vencer os adversários (diretos ou não). Basta acreditar, lutar e incentivar o time, durante todos os minutos de uma partida, Principalmente no nosso caldeirão! Você ainda quer jogar a toalha?
Ainda não aprendemos com os erros
O time mais uma vez jogou bem. Taticamente perfeito no primeiro tempo (como no jogo contra o São Paulo), chegou a pressionar o Vasco, no segundo e até merecia a vitória. Mas, sem um “matador”, não conseguiu virar o jogo.
Até chegou ao empate – com Marcelinho (que foi um dos melhores em campo). Todavia, mesmo com um homem a mais, não teve paciência para tocar a bola e buscar a chance com a bola trabalhada. A impaciência latente, na busca pela vitória deu ao rápido ataque vascaíno a avenida para o contra ataque.
E foi assim, com o Náutico pressionando e o Vasco saindo no contra ataque que perdemos o jogo. Quando já empatávamos o jogo contra uma equipe que venceu 9 dos 10 jogos que fez em São Januário, partimos desesperados para tentar a vitória, esquecendo que o empate já seria um ótimo resultado.
Então a história se repetiu. O filme que o torcedor viu contra o Palmeiras foi revisto no Rio. Quando o empate servia, o time continuava todo à frente e dava espaços ao adversário.
E numa noite em que Elicarlos e Onildo fizeram suas piores atuações, a defesa somou mais 4 gols, deixando o timbu ameaçado em sua colocação, pelo Juventude.
Em verdade, não esperava pontuar contra São Paulo e Vasco. Afinal, o tricolor paulista é o melhor time do Brasil atualmente (desde algum tempo) e o carioca tem quase 100% de aproveitamento em São Januário. Eram dois jogos descartados na briga pela fuga do rebaixamento. Por isto, não me preocupou as duas derrotas. As goleadas é que são preocupantes pois o saldo de gols sofreu uma enorme desvantagem em relação aos adversários diretos.
Temos obrigação de vencer o Internacional, no próximo jogo, nos Aflitos, sob pena de começar a reformular o elenco para a segunda divisão. Mas, não tenho dúvidas que do jeito que o time vem jogando nos primeiros tempos das partidas e até como jogou até o segundo gol do Vasco, temos plenas condições de ultrapassar pelo menos mais 02 ou 03 equipes na tabela – o que será suficiente para permanecer na primeira divisão.
Entretanto, chega de erros. Temos que manter o padrão no mesmo jogo. Não dar espaços – principalmente com um homem a mais. Precisamos de um goleador na frente. Um homem de definição, como um Jonas ou Luizão, por exemplo. E, claro, arrumar a defesa, rapidamente. O time adversário não pode ter o combate apenas quando chega na nossa área. Ele tem que perder o espaço no meio de campo. Para que isto ocorra, temos que aprender com os erros e não sair para frente, deixando a defesa protegida por zagueiros ou volantes, no mano-a-mano com os atacantes. É suicídio. Que se estude bem, pois nesta aula, não haverá tempo para recuperação.
E ai Surubim?
Estive no programa Lance Final, no último domingo. Lá conheci os blogueiros Pedro Lazera (do Sport) e Inácio França (do Santa). Desde que chegamos fomos bem recepcionados, participando de um lanche inicial, antes do lance final, regado a suco de ameixa e bolo de chocolate - o que, invariavelmente, gerou uma visita aos sanitários, de alguns, nos intermináveis minutos que antecediam o programa.
Mas, o mais curioso foi ouvir os próprios funcionários da Globo fazendo aquela vozinha "E ai, Surubim?" ao cruzarem com Lúcio, nos corredores da empresa. Sabíamos que ele estava chegando ou saindo do recinto apenas pelas vozes que o acompanhavam.
Aproveito para dar mais voz (que eu já vinha dando) para que o nosso torcedor compareça aos Aflitos e incentive o nosso Náutico, do começo ao fim. Vamos tornar o Eládio de Barros Carvalho no caldeirão que foi em 2006.
Erros que se repetem.
Perder para o São Paulo – melhor time do Brasil, nos últimos 03 anos (quando foi campeão da Libertadores e mundial, em 2005, vice-campeão da Libertadores e brasileiro, em 2006 e líder do atual campeonato brasileiro da primeira divisão) – é normal. Até ser goleado por uma equipe como esta, é um resultado que não envergonha ninguém. De uma certa maneira, era previsível, tamanha a diferença de qualidade individual entre o elenco do tricolor paulista e o alvirrubro pernambucano.E, mais ainda, quando não pudemos contar com Felipe, Ferreira e Radamés (peças importantes no esquema de Roberto Fernandes)..
Todavia, de forma surpreendente, com 04 zagueiros (Everaldo, Onildo, Vagner e Toninho) e 02 volantes (Elicarlos e Daniel Paulista), o time se comportou muito bem durante todo o primeiro tempo, criando, inclusive, 02 chances reais de gol. A primeira num chute de Elicarlos, que passou perto do travessão de Rogério Ceni e a segunda, mais clara ainda, com Sidny ficando cara a cara com o goleiro paulista. Perdeu um gol feito – talvez porque a bola tenha ficado no seu pé esquerdo.
O São Paulo chegou também, em outras duas oportunidades. A primeira com Daniel Paulista tirando na linha do gol e a segunda, com a bola passando na área e Eduardo tendo que se virar na frente de Borges. Mas nada que assustasse. O que assustou mesmo foi ver um jogador paulista cair na área. O juizão, no entanto, nada marcou. Mas nem deu cartão pela “simulação” – já que entendeu que não houve o pênalti.
O intervalo foi fatal. Afinal, o time de Muricy voltou diferente. Mais ofensivo. E jogando pelas laterais. E o Náutico voltou, inexplicavelmente, menos compacto, dando mais espaços para a equipe paulista.
Com isto, Hamilton teve que parar uma jogada, no meio de campo, por trás. O lance foi paralisado pelo árbitro e uma pequena aglomeração se fez, para cobrar cartão amarelo para o alvirrubro. Acosta chegou no “bolo” empurrando e, neste empurrão, o jogador do São Paulo meteu a mão na cara do juiz. Sobrou para o uruguaio. E, via de conseqüência, para o Náutico. Surpreendentemente, subiu o cartão vermelho em vez de um amarelo para Acosta. E isto foi decisivo para o resultado do jogo.
Apesar da expulsão ter sido de um jogador que atuava como meia de ligação, a defesa ficou sem ter o posicionamento exemplar que teve na etapa inicial. E bateu cabeça. Numa jogada pela direita, Eduardo fez uma espetacular defesa, mas a bola sobrou para Dagoberto livre (sem que Onildo estivesse por perto), na entrada da área, para tocar, de longe, abrindo a contagem.
Pouco depois, 03 defensores foram para cima de um atacante tricolor, no canto esquerdo da entrada da área. Mesmo assim ele cruzou para a área e o juiz viu um empurrão de Hamilton em cima do sãopaulino. Pênalti. Rogério cobrou. Eduardo quase pegou, mas 2 x 0 desmontou o Náutico de vez.
E Roberto Fernandes abriu ainda mais o time, colocando Geraldo, Marcelinho e Marcelo Silva no time. O Náutico não chutou uma única vez no gol de Rogério Ceni e ainda tomou mais 03 gols, com a saída dos alas Sidny e Hamilton.
Com isto, a defesa timbu só não é pior que a do América-RN. 40 gols sofridos em 21 jogos são quase 02 gols por partida. E isto tem sido decisivo nesta campanha. Para se ter uma idéia, o São Paulo tinha feito 24 gols antes do jogo deste domingo. E o Náutico marcado 28 (4 a mais que o líder!). A diferença é justamente os gols sofridos. Enquanto o timbu buscou 40 gols em suas redes, Rogério só teve este trabalho, em 7 oportunidades.
A segunda melhor defesa (do Fluminense) tem 20 gols – a metade. América-RN, Juventude e Náutico têm as piores defesas da competição, com 40 ou mais gols sofridos.
Por isto, é fundamental que Roberto Fernandes reveja sua defesa, para poder reagir na competição. Apesar da terceira derrota seguida, os resultados da rodada não foram tão negativos. O Atlético-PR ainda está a 03 pontos do Náutico e a saída da zona do rebaixamento dista 4 pontos (do Flamengo) ou 5 (do Figueirense). Ainda dá para permanecer na serie A em 2008. Mas é preciso deixar de ser uma das piores defesas e um dos times que teve mais expulsões na competição. Pois isto, sem dúvida, está fazendo a diferença entre uma ótima e uma péssima campanha,.
Figueirense mostra que é possível arrancar pontos do líder!
Jogando pela Sulamericana, o Figueirense (mesmo time que foi goleado pelo Náutico), conseguiu empatar em um gol, contra o São Paulo, em pleno Morumbi. Se não fosse o Rogério Ceni arrancando um contra ataque preciso para o tricolor paulista, o time do grande Muricy teria sido desclassificado, em casa....
Realismo sim: Mas nos dois aspectos.
Sejamos realistas. O Náutico dificilmente somará pontos, nos próximos 02 jogos, em São Paulo e Rio de Janeiro.
O São Paulo é o melhor time do campeonato. Tem a melhor defesa (só sofreu 7 gols em 20 jogos – uma incrível média de 0,30 gol por partida). Lidera o campeonato com sobra. Tem um elenco fantástico, onde se destacam o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, Souza, Dagoberto, Aloísio, Jorge Vagner, Alex Silva, Leandro, etc, etc. Isto sem falar no treinador Muricy Ramalho – que é bem conhecido do torcedor alvirrubro, pelas suas qualidades. Clube tricampeão mundial, tricampeão da Taça Libertadores, tetracampeão brasileiro (e atual campeão).
O Vasco tem a terceira melhor campanha da competição. E um jogo a menos que o tricolor paulista, podendo chegar a 37 pontos (se vencer o Flamengo – no jogo que falta) – 04 a menos que o líder. Tem a segunda melhor defesa do campeonato (19 gols – pouco menos de 1 gol por jogo). Um aproveitamento de 59%, no certame. E o aproveitamento aumenta para 92% quando o Vasco joga em São Januário. Foram 9 jogos até o momento, com 8 vitórias e 1 empate. 26 gols marcados contra apenas 4 sofridos. Celso Roth arrumou o time, que se encontrou em campo e tem feito bons jogos, até fora de casa. E, excetuando Romário (que não vem jogando), não há grandes estrelas na equipe.
Isto são fatos. São constatações. É realismo. Todavia, não se deve pensar apenas nas próximas duas rodadas. E, muito menos, pensar apenas nos jogos do Náutico. Sejamos realistas. Não se pode “jogar a toalha” tão cedo.
Só para confrontar em termos de números e fatos: Se o São Paulo sofreu apenas 7 gols, 1 deles (14%) foi do Náutico. Se o São Paulo perdeu apenas 3 jogos, 1 deles (33,33%) foi para o Náutico. Se o tricolor perdeu apenas 1 jogo fora de casa, esta derrota (100%), foi para o alvirrubro do Recife.
Por outro lado, só tem 08 equipes que não perderam para o Vasco. Uma delas é o Náutico. Que fez 2 gols contra o time de Celso Roth. E, naquele jogo, o time de Eurico Miranda “achou” o gol de empate, numa cobrança de falta que desviou em Cris, no final da partida.
Também é fato que o aproveitamento da equipe de Roberto Fernandes é de 61% longe do Recife. Só perdeu para o Flamengo, nos 06 jogos fora de casa, sob seu comando. Assim como é fato que, o time tem jogado bem, mesmo perdendo em casa – como foi o caso dos jogos contra Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras e no empate contra o Fluminense e na vitória em cima do Figueirense.
E, se constatamos que o São Paulo e o Vasco serão adversários quase imbatíveis, pode-se dizer que vencer grandes clubes, como o Internacional (que perdeu 8 vezes na competição – 2 a menos que o Náutico), o Botafogo (que não vence ninguém há 5 partidas), Sport (clássico), Atlético-PR (em crise – e que só venceu 1 vez, nos últimos 8 jogos), Juventude (uma vitória nos últimos 10 jogos), América-RN (que perdeu 16 dos 20 jogos) nos Aflitos não é impossível (é até normal). Conquistando estas 6 vitórias, serão, então, em casa, pelo menos 18 pontos - possíveis de serem conquistados. Com os 20 já assegurados, somaremos 38, em jogos no Recife.
E ainda teremos Santos, Corinthians e Flamengo no Eládio de Barros Carvalho. Como estes times cresceram na competição, coloco no risco dos jogos que poderão ser perdidos em casa (ou mesmo trocando com algum daqueles que considero possível vencer – citados no parágrafo anterior). Mas, nada impede que tentemos pelo menos mais uma ou duas vitórias no nosso caldeirão, contra estas grandes equipes.
Desta forma, mesmo perdendo para São Paulo e Vasco, mas conquistando 18 pontos nos Aflitos (dentre 27 disputados) precisaríamos de 06 pontos (ou duas vitórias fora de casa) para chegarmos aos 44 pontos – que nos deixaria na primeira divisão em 2008. Estas duas vitórias não serão impossíveis contra o Paraná (que vem sem vencer há 7 jogos – perdendo 5 destas partidas), Palmeiras (que perdeu do Sport em São Paulo), Fluminense (que só venceu 1 partida nos 8 últimos jogos) ou Figueirense (que só bateu um adversário, nos 9 últimos confrontos). Dificilmente conseguiremos vitórias sobre o Goiás, Cruzeiro ou Grêmio (que nos venceram nos Aflitos).
Por outro lado, nossos adversários diretos, nesta luta inglória também terão jogos dificílimos: O Atlético-PR terá o Internacional, no Beira Rio e Santos, na Vila – pode permanecer com os 23 pontos atuais. O Paraná tem o Juventude na Vila Capanema, mas logo depois pega o Cruzeiro sedento de vingança pela derrota sofrida no Mineirão e o São Paulo, no Morumbi – tem condições de somar 3 pontos e ficar com 27. O Figueirense só deve vencer o América-RN, em Floripa, mas dificilmente pontua em Goiânia, subindo para 28. O Fluminense tem duas paradas indigestas contra os gaúchos Grêmio no Maracanã e Inter, em Porto Alegre – pode permanecer com os atuais 26 pontos. O próprio Juventude tem paradas duríssimas fora de casa, contra Flamengo e Paraná, para depois pegar um difícil Goiás, em Caxias – não deve sair de trás do timbu. E o Fla joga contra o Juventude, Goiás e Botafogo, no Maracanã e provavelmente passe o Náutico, na pontuação. Já o América-RN mesmo que vença o Santos novamente (em Natal) e o Figueirense, em Floripa, chegaria a 16 pontos, nas próximas duas rodadas.
Pois é. Isto é o campeonato brasileiro que todos os alvirrubros sonharam em disputar. Nunca se disse que seria fácil – como não está sendo. Nunca se disse que tentaríamos o título – e não estamos disputando. Sempre se falou em “permanecer na primeira divisão”. E é isto que o Náutico tem feito. A briga é difícil e será até o final. Mas dá para continuar entre os grandes times em 2008. É a pura realidade.
Força para nossa Musa!!!
Nessa fase teremos ensaios fotográficos para cada uma das candidatas que serão
postados mensalmente, entre os ensaios fotográficos lançaremos os vídeos que
fizemos desses dias de ensaio. Com isso, teremos novidades no site de Musas a
cada 15 dias.
Já foram postados dois ensaios fotográficos por candidata, sendo um fechado para
assinante. Além disso, serão postados também um vídeo de apresentação para cada
candidata.
Essa fase funcionará da seguinte forma:
Seguindo a tabela do campeonato brasileiro as musas se enfrentarão e aquelas que
forem sendo mais votadas ganharão pontos. Cada vitória renderá a musa 3 pontos e
no final aquela que tiver o maior número de pontos ganha o contrato com a Ford
models.
Link dessa nova fase:
http://globoesporte.globo.com/ESP/Musas2007/0,,8727,00.html
Link para página da nossa Musa Danielle:
Nautico - http://globoesporte.globo.com/ESP/Musas2007/0,,MUS106-8727,00.html
Só faltou vencer.
Todos os adversários diretos, na luta contra o rebaixamento perderam (ou, pelo menos, não venceram). O Atlético-PR não conseguiu vencer o Figueirense, em casa. O Paraná perdeu para o Grêmio. O próprio Figueirense não venceu o Atlético-PR. Até o Fluminense perdeu para o Cruzeiro. O Corinthians não venceu o Juventude e nem vice-versa. O Sport perdeu para o Santos. O Flamengo perdeu para o Palmeiras e, finalmente, o América-RN perdeu (de novo) para o Vasco.
Tudo deu certo para o Náutico, nesta 20ª rodada. Menos uma coisa. O Náutico não venceu em casa.
E pecou, mais uma vez, nas finalizações. Criou 03 lances incríveis de gol. O primeiro, na etapa inicial, com Marcelo Silva. A placa já estava levantada, na beira de campo. Marcelinho se preparava para substituir o camisa 11 timbu. O jogo seguiu. Este recebeu um lançamento fantástico de Acosta. Driblou o zagueiro do Atlético e tocou, tirando o goleiro....parecia ser a repetição do último encontro entre Náutico x Atlético, nos Aflitos, quando Felipe estava prestes a sair, e marcou o seu primeiro gol. Mas o destino, desta vez, foi ingrato com a equipe alvirrubra. E o gol não saiu. Saiu o Marcelo Silva, logo depois.
O primeiro tempo terminou sem gol. Um jogo disputado. Difícil. O Galo estava bem fechado e jogava nos contra ataques (poucos). Leão, técnico do Atlético, vestido de preto e com a cabeleira branca, passou pela torcida local, saudado com o coro que rimava com “o Leão parece o Clodovil”. O técnico acenava para a galera, com ironia peculiar.
Mexeu no time, reforçando o meio com duas alterações. Do lado do Náutico, Acosta havia recuado e Felipe atuava ao lado de Marcelinho na frente. Justamente numa combinação entre esta dupla, nasceu o gol mais feito do jogo. O carioca ganhou na corrida e cruzou pela esquerda para o gaúcho. A bola passou pelo goleiro e encontrou Felipe sozinho com a barra. Os 13 mil pagantes gritavam gol do Náutico, mas a bola, não se sabe como, não entrou.
Em um jogo, contra o Vasco, no primeiro turno, o Náutico levou um gol, de falta. Cobrada por Morais. A barra era a do Country Club. A barreira estava mal formada. O vascaíno cobrou sem capricho, mas a bola bateu no zagueiro (Cris) e tirou Gleguer da jogada. Ninguém esperava ver uma jogada igual, nem tão cedo. Mas ela aconteceu. No mesmo gol. Coelho bateu a falta e a bola desviou em Onildo, enganando Eduardo. Era o gol do Atlético. E seria o da vitória.
Sim, porque, mesmo entrando Geraldo no lugar de Felipe e Almir Sergipe no de Sidny, o time não conseguia fazer um único golzinho. E se a bola do Galo entrou num lance de sorte, ao ser desviada na cobrança de falta, a do timbu não tem jeito. Hamilton bateu uma falta. A bola desviou do goleiro e beijou o travessão.
A torcida reclamou um pênalti em cima de Acosta, no final do jogo e dos poucos 4 minutos dados de acréscimos pelo juiz (que parou muito o jogo – para 06 substituições, 1 expulsão no final e vários atendimentos aos jogadores mineiros). Mas, na verdade, faltou mesmo um pouco de sorte aos nossos atacantes. Ou um atacante decisivo – como um Alecssandro (do Cruzeiro), Josué (do Paraná), Dodô (do Botafogo), ou um Kuki (do Santa Cruz)....
Milton Neto, pernambucano, 44 anos, casado. Advogado há 20 anos, trabalhou nos jurídicos dos Bancos Banorte (em Recife) e HSBC (em Curitiba), além de alguns escritórios, como Macedo, Braz, Renzetti & Worm, no Paraná. Pós graduado em Gestão em Direito Empresarial (com marketing esportivo).